Manaus em colapso: quanto custa um cilindro de oxigênio e como ajudar?

O Amazonas enfrenta a sobrecarga nos hospitais devido ao aumento de internações pela Covid-19, potencializada com a falta de oxigênio. Confira quanto custa um cilindro que armazena o gás e como ajudar o estado

Uma das capitais brasileiras mais afetadas pela pandemia desde o ano passado, Manaus enfrenta a sobrecarga do sistema de saúde e aumento no número de mortes devido à Covid-19. Nesta quarta-feira o colapso nos hospitais se escancarou com a notícia de que não havia mais oxigênio para tratar pacientes com a doença. 

Uma onda de mobilização se instaurou na internet, liderado por ativistas e influencers, para viabilizar e transportar cilindros de oxigênio para a população amazonense. No entanto, há uma burocracia para a compra e entrega destes materiais. Confira quanto custa um cilindro de oxigênio e como você pode fazer para ajudar

 

Quanto custa um cilindro de oxigênio? 

O produto serve para armazenar gases comprimidos ou liquefeitos. Um cilindro de oxigênio de 1,0 litro, feito em alumínio, custa cerca de R$ 427,35. A versão de 10 litros pode chegar ao valor de R$ 1.807,37. No entanto, é preciso evidenciar que o cilindro de oxigênio vendido em lojas convencionais, como os modelos dos preços citados, são produtos sem carga. Ou seja, não são vendidos com oxigênio em seu interior. Apenas possuem a capacidade de armazenamento do gás. 

 

Alerta para a compra de cilindros de oxigênio

Ativistas que estão trabalhando na mobilização de pessoas para entrega de oxigênio para a população amazonense, como a jornalista Cristina Tardáguila, alertam que o estado carece do gás, e não do cilindro. “Entendam: o problema não é falta de $ nem de cilindro. É de oxigênio”, escreve Cristina em uma rede social, “OS CILINDROS PRECISAM TER CARGA!”, continua. Confira mais relatos da ativista: 

 

 

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Os fornecedores dos produtos ainda ressaltam que para o funcionamento adequado deste produto é necessária a utilização de uma válvula reguladora com fluxômetro, umidificador e máscara para oxigênio. Vale lembrar também que o transporte destes produtos para o estado do Amazonas estão sendo feitos pela Força Aérea Brasileira (FAB), já que o manuseio e armazenamento do gás necessita de cuidados especiais. 

 

Como ajudar o Amazonas?

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O projeto social BorAjudar (@borajudar) criou a campanha online SOS AM, com o objetivo de arrecadar itens hospitalares essenciais para pacientes e profissionais de saúde no estado do Amazonas. As doações, aceitas em qualquer valor, estão sendo feitas por meio do PIX. Clique aqui para mais informações sobre como ajudar a campanha, ou acesse a página Instagram do projeto (@borajudar).

 

campanha para ajudar manaus
A meta inicial da campanha era de R$ 30.000,00. Ontem (14), as entidades anunciaram que já arrecadaram R$ 340.617,80 (Foto: Reprodução @borajudar)

Cilindros de oxigênio em falta em Manaus

A empresa White Martins, principal fornecedora de oxigênio do governo do Amazonas, conseguiu disponibilizar alguns cilindros para o estado na noite de quinta-feira (14). Os cilindros oxigênio destinados a pacientes internados com Covid-19 chegaram pelo Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e foram entregues à Central de Medicamentos do Amazonas (Cema). Ao todo, foram 150 cilindros, sendo 80 destinados ao interior do estado e os outros 70 para unidades hospitalares da capital.

 

No entanto, a empresa ainda está sendo acionada para continuar o fornecimento dos cilindros, já que a demanda do Amazonas chegou a 70 mil metros cúbicos por dia, após aumentar cinco vezes nos últimos 15 dias. Segundo o Ministério Público, a White Martins alegou “não possuir logística suficiente para atender a demanda” no Brasil. A empresa afirma, contudo, que realiza uma “grande operação por vias fluvial e aérea” para trazer oxigênio de fábricas localizadas em outros Estados no Brasil, com apoio das Forças Armadas e governo.

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Prefeito de Manaus alerta para colapso em outras cidades

O prefeito da cidade de Manaus, David Almeida, descreveu preocupação com o restante do Brasil se a população e as autoridades não tomarem os devidos cuidados com a pandemia da Covid-19, confira: “(Essa situação) Vai acontecer em todo o restante do Brasil se a população não se conscientizar. Não temos como combatê-los com as armas que temos ainda. O que a ciência preconiza: a higiene, o distanciamento. Tudo isso faz com que diminuamos a incidência. Se o resto do Brasil não tomar medidas, certamente a proliferação do vírus vai impactar no sistema de saúde”, afirma. 

 

O Brasil registrou 1.151 mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas (14/01). Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.000. A variação foi de +42% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença.

 

Mortes pela Covid-19 em Manaus

Nesta quarta-feira (13), Manaus registrou um número recorde de enterros, com 198 corpos sepultados. O estado do Amazonas registrou 3.816 novos casos de Covid-19, sendo 2.516 somente na capital amazonense. Foi o maior número de novos casos registrados no estado e em Manaus desde o início da pandemia, em março de 2020.

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