O que acontece quando falta oxigênio para pacientes de COVID-19?

Entenda o que ocorre no organismo de um paciente com coronavírus quando há a falta de oxigênio, como o ocorrido na cidade de Manaus, no Amazonas

Nesta quinta-feira (14), a falta de oxigênio em hospitais da cidade de Manaus, no Amazonas, levou o sistema de saúde ao colapso. Com recorde de casos de COVID-19, a capital amazonense precisou mandar pacientes que dependiam do oxigênio para seis outros estados. Em muitos casos, parentes dos pacientes tiveram que comprar cilindros por contra própria. Mas o que acontece quando falta oxigênio no tratamento de pacientes como COVID-19?

O oxigênio é essencial para a sobrevivência de seres humanos, e sem ele, as células do corpo não funcionam, o que leva à morte. Segundo especialistas, poucos instantes após a falta do oxigênio, quando ele não chega às células, acontece a perda dessas células e ocorre uma falência dos órgãos. O processo é semelhante a um afogamento, enforcamento ou asfixia.

Importância do oxigênio para pacientes de COVID-19

Segundo especialistas, a infecção do coronavírus Sars-CoV-2 causa a inflamação do pulmão, o que faz com que ele seja incapaz de transferir o oxigênio do ar respirado para dentro do sangue e das células. Quando este processo ocorre, a concentração do gás no sangue começa a cair.

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Com a queda de concentração de oxigênio no sangue, é necessária uma intervenção de aporte de oxigênio, como a intubação, que assim como outros métodos, ajudam a recuperar a concentração do oxigênio no sangue. Por isso o ele é importante e necessário para pacientes com COVID-19.

Especialistas explicam que aparelhos de ventilação têm o papel de manter as funções vitais enquanto a doença é eliminada pelo sistema imunológico do paciente. Como a recuperação de pacientes com coronavírus leva até 15 dias, é necessário manter o paciente sob o oxigênio durante esse tempo.

Especialistas explicam que a primeira resposta do corpo quando há uma queda da saturação é o aumento da frequência respiratória. Se não há melhora na oxigenação, o corpo começa a inspirar mais profundamente, usando músculos do tórax, e há o desconforto respiratório.

A longo prazo, o quatro evolui para fadiga respiratória, que é quando o corpo não tem forças para fazer as inspirações da forma necessária para manter a oxigenação no sangue. É a partir do quadro de fadiga respiratória que acontece a intubação. Existem diversas formas de oferecer suporte de oxigênio, que vão desde o cateter nasal até a intubação.

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Em um ambiente normal, a porcentagem de oxigênio no ar é de 21%, ou seja, 21 litros para cada 100 litros de ar. Uma forma de aliviar o desconforto respiratório de pacientes com COVID-19 é oferecendo uma quantidade maior que esses 21% que há no ar do ambiente, facilitando então o abastecimento das hemácias do pulmão e a saturação do sangue.

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