Primeiro Game Boy sem bateria funciona com energia solar (e do usuário)

Inovação tecnológica revoluciona o uso de dispositivos interativos, substituindo as pilhas e baterias, pela energia solar e do usuário.

O game boy, famoso videogame portátil da Nintendo,  ganhou uma nova versão que dispensa pilhas e baterias. A inovação nasceu a partir do trabalho de pesquisadores da Northwestern University e da Delft University of Technology.

No entanto, o novo Game Boy não deve ser visto apenas um brinquedo. Trata-se de uma poderosa prova de conceito que define novas fronteiras para computação sem baterias.

 

Imagem de: Game Boy alimentado por energia solar dispensa pilhas [Vídeo]
Game Boy powered by energia solar e humana (Imagem: Youtube)

Sem baterias, apenas a energia do sol e do usuário

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Nesse sentido, o dispositivo dispensa as baterias, que são caras e denigrem o meio ambiente. O novo Game Boy aproveita energia do sol e do usuário. Assim, a brincadeira do jogo pode durar para sempre, sem paradas para recarga de baterias. Toda energia para rodar os jogos vem de pequenas placas solares ao redor da tela e do pressionamento de botões pelo jogador.

O novo modelo de jogo sustentável deve se tornar uma realidade em breve. O protótipo será apresentado no dia 15 de setembro, na conferência da UbiComp 2020 – um dos grandes eventos no campo de sistemas interativos. O protótipo permite jogar todos os jogos do Game Boy original. A autonomia de energia conseguida pelas fontes de energia solar e humana é inovadora. A evolução do protótipo para atenuar o impacto nas trocas das fontes de energia e assegurar a autonomia de operação sem falhas estão previstas para os próximos anos. Além disso, outro aspecto a ser trabalhado é a capacidade de gravar o jogo em uma memória persistente, reduzindo falhas, ajudando a recuperação rápida do jogo e evitando a necessidade de “salvar” o jogo para continuar mais tarde.

 

Um alerta sobre do impacto ambiental do lixo eletrônico

Apesar do longo caminho para unir o estado da arte dos videogame atuais com os sistemas zero-baterias, os pesquisadores mostram-se animados com os resultados. De fato, os videogames de hoje possuem uma capacidade de processamento muito superior àquelas dos portáteis de 8-bits de 1989. E consequentemente, um consumo de energia muito maior.

No entanto, os pesquisadores reforçam a importância da conscientização do passivo ambiental provocada pelo crescimento da internet das coisas. O avanço indiscriminado de dispositivos com sensores e baterias pode ter denegrir o meio ambiente com a geração excessiva de lixo eletrônico. Ademais, o processo de reciclagem do lixo eletrônico ainda é complexo e custoso.

Informar Erro

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Mais detalhes