Funcionários dos Correios decretam greve por tempo indeterminado

Com deficit de R$ 2,4 bilhões e a missão de entregar a maior parte das correspondências do país, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) viu-se em uma situação delicada durante a pandemia do novo coronavírus.

Pelo menos 100 mil trabalhadores dos Correios decretaram greve geral, por tempo indeterminado, a partir da noite desta segunda-feira (17). A paralisação acontece em protesto contra retirada de direitos, a privatização da empresa e a ausência de medidas para proteger os empregados da Covid-19. As informações são da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect).

Correios decretam greve

Com deficit de R$ 2,4 bilhões e a missão de entregar a maior parte das correspondências do país, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) viu-se em uma situação delicada durante a pandemia do novo coronavírus. Isso porque, os pedidos de entrega dispararam, mas o volume de carteiros afastados devido ao risco de contágio à Covid-19 também foi grande. Por isso, as queixas sobre o atraso de entregas tornaram-se comuns

Por meio de sua assessoria, os Correios então informaram que estão cientes do estado de greve em 8 estados. São eles: Amapá, Bahia, Brasília, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Piauí e Rio de Janeiro. Além dos municípios de Santos (SP) e no Vale do Paraíba (SP).

Em nota, a federação afirma ter sido surpreendida com a revogação, a partir de 1º de agosto, do atual acordo coletivo, cuja vigência vai até 2021. Segundo a entidade, 70 cláusulas com direitos foram retiradas, como 30% do adicional de risco, vale-alimentação, licença-maternidade de 180 dias, auxílio-creche, indenização por morte e auxílio para filhos com necessidades especiais, além de pagamentos como adicional noturno e horas extras.

 

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