Plástico nos oceanos pode triplicar até 2040, aponta estudo

Sem medidas proibitivas de alcance global, isso significaria cerca de 50 kg de plástico nos mares para cada metro de costa.

A quantidade de plástico nos oceanos pode triplicar até 2040, a menos que sejam tomadas medidas drásticas para reduzir o problema. O alerta é do relatório “Breaking the Plastic Wave”.

Uma equipe global de especialistas desenvolveu um modelo para rastrear os fluxos de plástico em todo o mundo. Assim, foi possível prever o que acontecerá nas próximas décadas. E os resultados, de fato, são aterrorizantes.

A pesquisa sugere que a quantidade de plástico que acaba poluindo os mares aumentará de 11 milhões de toneladas por ano em 2016 para 29 milhões de toneladas em 2040, caso não sejam adotadas medidas mitigadoras.

Para se ter uma ideia do impacto, isso equivale a 50 kg de plástico nos mares para cada metro de costa. Esses resíduos poluem não apenas a água, mas também acabam afetando toda a vida marinha.

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Como o plástico pode permanecer no oceano por centenas de anos ou mais, isso pode levar a um enorme acúmulo de poluição. No futuro, pode prejudicar a vida selvagem, contaminar as cadeias alimentares e afetar a produtividade tanto da pesca quanto da aquicultura.

 

 

Aumento do plástico nos oceanos é uma preocupação global

plastico nos oceanos deve triplicar até 2040
© Noel Guevara / Greenpeace via EPA

 

Segundo o estudo, a quantidade acumulada de plástico nos oceanos do mundo pode chegar a 600 milhões de toneladas. Ainda que governos e empresas cumpram os compromissos atuais para conter o problema, isso reduziria os resíduos em apenas 7%.

Atualmente, os compromissos incluem a introdução de proibições e padrões de produtos até o investimento em reciclagem e a restrição do comércio de resíduos de plástico.

A boa notícia é que uma mudança em todo o sistema da maneira como o plástico é manuseado pode reduzir a quantidade de plástico nos oceanos em 80% no período.

De acordo com o relatório, isso envolve uma redução significativa na produção de plástico. Para tanto, seria necessário substituir o uso do plástico por outros materiais, tornando mais embalagens reutilizáveis ou recicláveis.

Outra ponto importante é melhorar a coleta de resíduos em países de média e baixa renda. Por fim, todas essas medidas podem – a longo prazo – reduzir as emissões de gases de efeito estufa, reduzir custos para empresas e governos e criar mais empregos no setor, argumentou o estudo.

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