DJI, fabricante de drones, é banida dos EUA; veja o que muda

Na semana passada, o governo americano baniu a fabricante de drones DJI. Entretanto, é menos oneroso do que parecia inicialmente. Até porque muitas decisões da administração de Trump são acompanhadas de uma dose de incerteza.

DJI, fabricante chinesa de drones, foi proibida de negociar com empresas norte-americnas. Em caso similar, o governo Trump reprimiu outras gigantes chineses da tecnologia, por vezes de forma controversa. De maneira idêntica, o Presidente proibiu as empresas americanas de negociar com a Huawei, além da ZTE.

Similarmente, o governo dos EUA proibiu os aplicativos sociais chineses WeChat e TikTok nas lojas de aplicativos.  Originalmente, a lista de entidades banidas tem como objetivo restringir as empresas que ameaçam a segurança americana. 

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É possível contornar a proibição?

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Banir completamente os drones DJI seria um golpe fatal para a indústria. Entretanto, os primeiros indícios sugerem que isso não está acontecendo. A fabricante chinesa domina as vendas de pequenos drones comerciais e amadores. Isso se deve a preços baixos, designs sofisticados e entrada antecipada no mercado.

Após o anúncio, no entanto, a DJI reiterou que os americanos ainda podem comprar seus produtos. De qualquer modo, as empresas norte-americanas podem contornar isso solicitando uma licença.

Um movimento similar permitiu à fabricante de chips Intel, por exemplo, continuar trabalhando com a Huawei. Dessa forma, não existiria um problema no curto prazo.

Biden pode mudar as regras de drones DJI?

O governo Trump anunciou a proibição um mês antes do Presidente eleito Joe Biden assumir o cargo. Entretanto, não está claro qual direção Biden tomará em relação ao fabricante de drones. 

No entanto, a DJI está sendo censurada por permitir abusos em larga escala dos direitos humanos na China. Tal fato ocorreu após relatos de que forneceu drones de vigilância para campos de detenção chineses.

Entretanto, Martin Chorzempa, pesquisador do Instituto Peterson de Economia Internacional, acredita que não há muito apetite político para afrouxar as restrições à China. “Qualquer uma dessas ações que eles reverterem teria um custo político”, diz Chorzempa. 

Uma vez que a DJI não é acusada de violar regras de sanções, ou de criar uma vulnerabilidade técnica específica, não é simples provar inocência.

Qual o impacto na fabricante de drones DJI?

Mesmo que a proibição permaneça, os negócios da DJI podem ser suficientemente diversificados. “Embora eu tenha certeza de que haverá algumas mudanças para a DJI, eles são uma empresa altamente integrada verticalmente e produzem muito de seu próprio hardware”, diz Mike Winn, CEO of drone data analysis company DroneDeploy. 

Os drones da DJI se beneficiam imensamente dos aplicativos feitos nos EUA. Mas eles são construídos com base no próprio kit de desenvolvimento de software da DJI. 

Desta forma, não está vinculado a um sistema operacional americano. Em contraste, a fabricante de telefones Huawei dependia do Android, criando assim um potencial conflito.

O mercado de drones após a decisão

Em conformidade com a decisão, alguns concorrentes avaliaram a proibição do DJI como uma oportunidade. A decisão “envia um sinal inequívoco ao mercado: as empresas devem pensar duas vezes antes de fazer negócios com um conhecido violador dos direitos humanos”, disse Brendan Groves, chefe de política da rival empresa de drone, Skydio. 

Da mesma forma, a plataforma de drones de código aberto Auterion argumentou que a lista de entidades tornaria “todas as transações” com a DJI um risco legal. Isso deve levar as empresas buscarem alternativas feitas nos Estados Unidos.

Winn não acha que DJI será superado tão cedo. “Achamos muito emocionante que haja mais opções. Mas a realidade é que a DJI tem cerca de 75% do mercado”. 

Se fosse realmente excluído do mercado americano, deixaria um “grande, grande buraco” a preencher. “Ainda não conhecemos uma empresa que pudesse fazer isso”, diz ele.

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