Mordida de cachorro: saiba quais são os cuidados necessários

Embora pareçam inofensivos, cães podem apresentar comportamentos imprevisíveis

Apesar de serem considerados os melhores amigos do homem, levar uma mordida de cachorro é mais comum do que se pensa.  Isso porque os cães ainda preservam muitos de seus instintos naturais. Desse modo, é bastante comum que rosnem, avancem e mordam ao se sentirem ameaçados.

Mas o que fazer quando uma situação assim ocorre? Ao falarmos sobre mordida de cachorro, a primeira coisa que vem a nossa mente é o risco de contaminação pelo vírus da raiva. No entanto, a raiva não é o maior dos problemas, pois existem outras complicações mais graves que necessitam de atenção.

Por isso, preparamos esse artigo para explicar quais são as complicações mais comuns e os cuidados e tratamentos necessários para amenizar o agravamento da situação.

 

Tipos de Mordida de Cachorro

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Mordida de Cachorro
Imagem: Reprodução / Unsplash

As mordidas de cachorro podem causar quatro tipo de lesões, sendo elas: arranhão, dilaceração, perfuração ou esmagamento. Todavia, a gravidade da lesão vai depender da raça, força e intensidade do ataque. Assim, cada tipo de lesão exigirá um tipo de tratamento, pois causam diferentes complicações.

A dilaceração e o esmagamento, por exemplo, apresentam um risco de causar lesões graves em estruturas internas, como fratura óssea, deixando cicatrizes permanentes na pele. Já as mordidas perfurantes possuem maior risco de causar contaminações e infecções na pele, pois inoculam bactérias, dificultando a higienização.

Por fim, as mordidas leves tem um risco mais baixo, devido a sua superficialidade, causando apenas arranhões, sem sangramento ou exposições da pele. De qualquer forma, todos os cuidados devem ser feitos para evitar um agravamento da situação.

 

Quais os principais riscos para a saúde?

Antigamente, a maior preocupação quando levava uma mordida de cachorro era pegar o vírus da raiva. Porém, hoje em dia são raros os casos, mas não é por isso que devemos relaxar. Embora a doença tenha sido basicamente erradicada, sua taxa de letalidade é alta.

No entanto, devemos ficar atentos às zoonoses, uma vez que a sua transmissão é muito grande e bastante comum. Leishmaniose, sarna e leptosprose são algumas das doenças que podem ser transmitidas através da mordida de cachorro, por exemplo. Por isso, é recomendável checar a carteira de vacinação do animal.

Não o bastante, existem ainda as bactérias. Essas, por sua vez, são extremamente perigosas. Além disso, deve-se levar em conta que os cães possuem mais de 60 gêneros de bactérias que podem causar infecções severas. Desse modo, ao invés de esperar que os sintomas se manifestem, procure ajuda médica o mais rápido possível. De acordo com o Dr. Pedro Pinheiro, especialista em Medicina Interna e Nefrologia, casos de infecção bacteriana podem causar problemas  crônicos de saúde.

 

Mordida de cachorro: primeiros socorros

Em primeiro lugar, você precisa fazer a higienização da ferida. Dessa forma, a limpeza pode ser feita com água e sabão, mas o uso de soro fisiológico é o mais indicado. Agora, se a mordida de cachorro foi mais profunda, ocasionando em sangramentos, deve-se estancar o sangue com um tecido limpo.

Assim, em ambos os casos deve-se procurar assistência médica para que os devidos procedimentos sejam feitos. A partir disso, o médico irá indicar qual o melhor tratamento. Mas é válido lembrar que os tratamentos variam de caso para caso.

Outro fator para se levar em consideração é a saúde do animal, ele também pode ter sofrido alguma lesão ou infecção. Por isso, fique atento ao comportamento do animal nos dias que sucedem o episódio.

 

 

Como evitar a situação?

Mordida de Cachorro
Imagem: Reprodução / Pexels

Normalmente, os casos de mordida de cachorro acontecem com crianças. Com isso, os cuidados com os pequenos devem ser redobrados. Desse modo, é preferível evitar deixar eles por muito tempo na presença de um animal, pois é comum que elas façam coisas que eles não gostem e acabem por revidar.

Por isso, quando uma criança estiver brincando com um cão, um adulto sempre deve estar por perto para mediar a ação. Lembre-se que crianças e animais não tem noção de algumas coisas, por isso é comum que ao brincar a criança possa machucar o animal e vice-versa.

Além disso, a maioria dos casos ocorrem com animais que temos convivência. Assim, o adestramento pode ser uma boa saída para animais mal disciplinados. Agora, com animais desconhecidos o papo é outro. Como não sabemos nada sobre o comportamento dele, evite fazer contato ou forçar uma intimidade com o cão. Desse modo, procure cuidar e respeitar o espaço do animal para que nenhuma situação de conflito aconteça.

 

Informar Erro

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Mais detalhes