Medidas amargas começam a aparecer

À MEDIDA QUE O CALENDÁRIO ELEITORAL SE APROXIMA DOS MOMENTOS DECISIVOS, PRÉ-CANDIDATOS À SUCESSÃO PRESIDENCIAL SÃO PRESSIONAD

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À medida que o calendário eleitoral se aproxima dos momentos decisivos, pré-candidatos à sucessão presidencial são pressionados a manifestar seus posicionamentos sobre temas polêmicos na agenda dos problemas econômicos e sociais do País, com urgência de solução. O que não significa que o prometido ao eleitorado será realizado. Mas, pelo menos no debate, os presidenciáveis terão de dizer o que pretendem fazer, mesmo que correndo o risco de perder votos. Caso das reformas estruturais, especialmente a da Previdência, tema impossível de agradar gregos e troianos. Uma saída, já adotada, é deixar os planos futuros no ar. Propostas para a Previdência… A maneira como os pré-candidatos estão tratando a famigerada questão do déficit na Previdência dos servidores públicos e dos trabalhadores do setor privado no País, reflete o posicionamento dos concorrentes sobre o problema das contas públicas em geral do País. Ou seja, os projetos 2013 pelo que foi dito agora 2013 estão muito distantes de mínimo consenso. Vão do radicalismo de Jair Bolsonaro (PSL), de uma profunda redução do gasto federal (com redação do Estado e venda de estatais para pagar a dívida pública) e simplificação total do sistema tributário brasileiro. …vão do oito ao oitenta Do outro lado do escopo de propostas está a previsão de zerar o déficit público total em dois anos, em decorrência da grande prioridade para a realização da reforma da Previdência , dada pelo pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin. Na mesma linha, o pré-candidato do MDB, ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, não só promete colocar no topo de suas ações, se eleito, a reforma da Previdência, como aprofundá-la para compensar o atraso de dois anos nessa agenda, além de respeitar o teto de gastos. Convergência, mas nem tanto Segundo André Granado, analista da GO Associados, no campo da esquerda, há convergência no que diz respeito à Previdência Social e à privatização, mas prevalece divergência quanto às parcerias com o setor privado. No caso da Previdência, assessores econômicos dos pré-candidatos do PSOL, PT e PDT ficam distantes do tema, criticando a forma como a questão está posta no Congresso, por afetar primordialmente os mais pobres , afirma. O PT quer colocar a reforma em outro momento e Ciro já defendeu a introdução do sistema misto de capitalização e regime de caixa. O diabo mora nos detalhes Marina Silva (REDE) quer a reforma da Previdência proposta ao Congresso pelo governo Temer, mas com alterações. Em relação à privatização, fecha com a postura de Ciro Gomes 2013 contra a venda da Eletrobrás, no que Boulos, do PSOL, é mais radical (defende a revogação das privatizações já feitas), o PT prefere promover Parcerias Público-Privadas (PPP). Alckmin diz que implementará o exemplo do Estado de São Paulo, Bolsonaro venderia esses ativos até para pagar dívida e Meirelles, claro, é favorável à privatização. Mas como o diabo mora nos detalhes, é melhor aguardar.

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