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Poucas leis devem impactar a sociedade brasileira como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevista para entrar em vigência a partir de agosto do próximo ano. Especialistas acreditam que o marco regulatório sobre a utilização e a transferência de dados pessoais deverá tornar o Brasil o país mais auditado do mundo, em relação à proteção e privacidade de dados pessoais. A legislação recairá sobre todos os tamanhos de empresas e sobre todas as atividades econômicas. Em decorrência, as novas regras criarão um amplo mercado para auditores, escritórios de advocacia, desenvolvedores e distribuidores de softwares para gerir a exigência.

Softwares para a lei da Europa...

É o caso da norte-americana de capital aberto Hillstone Networks – fundada em 2006, oferece soluções de segurança de rede inovadoras para mais de 15.000 clientes no mundo todo. Atuando há dois anos indiretamente no Brasil, a estratégia da companhia para ampliar sua presença no mercado nacional é fornecer soluções tecnológicas já comercializadas globalmente e voltadas especificamente à gestão das exigências da GPDR. Com escritório em São Paulo, a companhia visa Sudeste e Centro-Oeste para expandir sua base de clientes ativos.

...se encaixam na LGPD

As prioridades serão os setores financeiro, utilities, governo e organizações privadas. “Nossos produtos desenvolvidos para a lei criada na Europa se encaixam muito bem para as novas regras instituídas para o Brasil”, afirma Leandro Roosevelt, diretor de Vendas no Brasil. Como a legislação brasileira foi inspirada na GDPR (sigla em inglês para regulação geral de proteção de dados), considerada a maior revisão das regras de privacidade online desde a proliferação da internet nos anos 1990, a Hillstone Networks vê potencial oportunidade no mercado brasileiro.

Até padaria terá de cumprir exigências

Sem abrir números, a companhia tem a meta de elevar “muito” o faturamento no mercado brasileiro, com a demanda criada pela LGPD, estimada em cerca de US$ 1,5 bilhão para o total de atividades que participarão da implantação das novas regras. “Desde a padaria da esquina terá de tomar os cuidados necessários para fazer um cartão de fidelidade com seus clientes, até as grandes corporações”, ressalta Roosevelt. Segundo ele, a pouco mais de um ano da vigência da nova lei, as empresas começam a colocar essa exigência na agenda.

Gestão de relatórios técnicos

A lei estabelece, por exemplo, que as empresas terão de enviar ao órgão regulador – no caso do Brasil, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD), criada no apagar das luzes do governo de Michel Temer (MDB) –, relatório técnico sobre o que ocorreu e o que a companhia fará para corrigir o problema, no caso de vazamento de dados, sob pena de sofrer pesadas multas – de 5% sobre o faturamento até o limite de R$ 50 milhões. O diferencial da Hillstone, segundo o diretor, é que, além de ajudar a cumprir o novo regulamento, os softwares mitigam ataques.

Sociedade dos pets

Sathit Suratphiphi, groomer tailandês, pioneiro no creative style de penteado, foi um dos mestres do evento (Foto: Divulgação)
 

Com cerca de quatro mil visitantes, a feira Mega Grooming terminou nesta terça-feira (19), em São Paulo, com saldos positivos para o mercado de banho e tosa de pets.  Mais de mil pessoas assistiram aos seminários internacionais dos groomers Xiao Hao e Sathit Suratphiphi, o campeonato Super Groom premiou os 72 melhores profissionais da área de banho e tosa do Brasil, além disso, a Kyklon lançou uma nova máquina de secagem de pets com redução de energia. E a Pet Society – indústria de higiene, embelezamento e saúde animal fundada em 2004 e sediada na capital paulista - ampliou seu portfólio com a Terceira Tentação da linha profissional Hydra, um kit de hidratação em edição limitada, e o Banho a Seco by Estopinha da marca Beeps. Um dos destaques é a competição de groomers para formar a seleção brasileira que irá representar o Brasil em disputa mundial, em Milão (Itália), em setembro. Além disso, o evento contou com 50 expositores do segmento e parceria com o Sebrae. “Com o avanço do mercado pet no Brasil, toda a cadeia vem sendo profissionalizada, inclusive os serviços de banho e tosa”, afirma Marly Fagliari, vice-presidente da Pet Society. A empresa, líder em produtos de higiene e estética animal, fatura R$ 50 milhões por ano e acaba de consolidar um programa de exportação contemplando 20 países, incluindo escritório de operação nos Estados Unidos.

Atraindo jovens profissionais

A atração de profissionais da geração Y e Z – especificamente aqueles que já estão empregados – tem sido cada vez mais desafiadora para as grandes empresas. “Esses profissionais estão interessados em crescerem rápido em suas carreiras e terem flexibilidade no ambiente de trabalho, e eles costumam encontrar esses atributos em startups, por isso costumam priorizar esse modelo de empresa quando pensam em uma transição”, afirma Rodrigo Vianna, CEO da Mappit - empresa do Grupo Talenses especialista no recrutamento para vagas em início de carreira. Enquanto as startups oferecem mais autonomia para os jovens, permitindo que ascendam mais rápido, grandes companhias oferecem um plano de carreira, mas na maioria das vezes de forma mais engessada e lenta. “Por esse motivo, as áreas de Recursos Humanos destas grandes empresas, atentas a essa demanda, estão formulando mudanças para atração desses profissionais”, acrescenta.

Recrutamento criativo e dinâmico

Uma das formas é o próprio recrutamento, que tem sido cada vez mais criativo e dinâmico. Por exemplo, algumas empresas estão adotando o “escape game” como parte do processo seletivo. Ou seja, os candidatos participam de jogos de estratégia e, assim, os recrutadores conseguem identificar seus perfis comportamentais. “A própria forma de recrutar precisa ser diferenciada para atrair esses jovens profissionais”, afirma o especialista. Outras mudanças já começaram a acontecer nas grandes empresas, ainda que de forma tímida, voltadas para a maior flexibilidade da rotina de trabalho, ou seja, o oferecimento de benefícios como home office e horários flexíveis. “Os jovens nos perguntam sobre isso durante os processos seletivos. Esse novo formato de trabalho efetivamente é considerado um fator de atração para essa faixa etária. E é, inclusive, incluído como benefício na proposta de trabalho, e costuma ser muito valorizado por eles”, afirma o especialista.

‘Guerreiros da Floresta’

“Guerreiros da Floresta” é a série documental produzida ao longo de 2018 nos estados de Roraima, Rondônia, do Acre e do Amazonas com as etnias Yanomami, Huni Kuin e Suruí e que evidencia a luta das três maiores lideranças indígenas do Brasil, Davi Kopenawa, Almir Suruí e Ninawa Inu Huni Kuin e de suas comunidades, em defesa da sustentabilidade da Amazônia e da herança de seus povos. A produção da Santa Rita Filmes estreou em 20 de fevereiro, no Canal Futura. A série, composta por 13 episódios com duração de 26 minutos cada, aprofunda-se nas culturas de cada uma das etnias, abordando suas semelhanças e particularidades de estilo de vida, além da luta por preservação e sobrevivência. Enquanto acompanha as três lideranças, a série mostra como, ao mesmo tempo, em que sofrem com perseguições e ameaças no Brasil, estes líderes têm suas causas reconhecidas internacionalmente. “A série estreia num momento de transição política dos mais importantes de nossa história recente. Esperamos que os temas aqui abordados, promovam, de alguma forma, um debate consciente e tão necessário para as demandas indígenas e a relação harmoniosa entre todos os povos”, reflete o produtor Marcelo Braga, da Santa Rita Filmes.

Aeronaves do futuro

A Airbus adotará a plataforma 3DEXPERIENCE, da Dassault Systèmes, para a cooperação em projetos 3D para as áreas de engenharia, manufatura, simulação e inteligência. Isso permitirá à Airbus dar um importante passo em sua transformação digital e lançar as bases para um novo ecossistema industrial europeu de aviação. O acordo entre as duas empresas abre caminho para inovações no design de novos produtos, melhoria do desempenho operacional, suporte e manutenção. "Não estamos falando apenas de digitalização ou de uma experiência 3D. Estamos repensando a forma como as aeronaves são projetadas e operadas, agilizando e acelerando nossos processos com a satisfação do cliente em mente", disse Guillaume Faury, presidente da Airbus Commercial Aircraft.

Da residência artística para o palco

A peça resulta da união de dois textos curtos de Tennessee Williams: “Esta Propriedade Está Condenada” e “Por Que Você Fuma Tanto, Lily?” (Foto: Divulgação)
 

Desde outubro de 2018, o diretor Marco Antônio Pâmio e a atriz Camila dos Anjos, criadora da Episódica Companhia, ocupam o Instituto Cultural Capobianco, em São Paulo, em uma residência artística que possibilitou o aprofundamento da pesquisa, desenvolvimento de linguagem, tradução de textos, ensaios e montagem da peça “A Catástrofe do Sucesso”. O espetáculo estreia dia 8 de março, no Instituto Cultural Capobianco. Camila dos Anjos, idealizadora do projeto, também está em cena ao lado do ator Iuri Saraiva. A residência artística possibilitou a verticalização de todos os aspectos que compõem uma montagem cênica. “O fato de termos quase seis meses para ensaiar nos permitiu dedicar cinco semanas inteiras somente ao trabalho de mesa e análise de texto, além de realizar uma pesquisa muito mais aprofundada sobre a obra de Tennessee Williams como um todo, o que seria inconcebível num processo tradicional de montagem”, diz dos Anjos.

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br