3 vinhos brasileiros para tomar no inverno escolhidos por prêmio internacional
Inverno de 2026 já começou
Escolhemos vinhos premiados - Getty
O inverno combina com taças mais encorpadas, jantares demorados e rótulos que aquecem a experiência à mesa. E quatro vinhos brasileiros acabam de ganhar um reforço de peso para entrar nessa lista: todos conquistaram medalha de ouro no Decanter World Wine Awards 2026, uma das premiações mais prestigiadas do mundo do vinho.
Os resultados foram divulgados na quarta-feira, 17, e colocaram em destaque rótulos produzidos em Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul. A seleção brasileira premiada inclui dois vinhos da Casa Geraldo, de Andradas, um da vinícola São Patrício, de Rianápolis, e um espumante da Salton, de Bento Gonçalves.
A edição de 2026 do concurso avaliou cerca de 17 mil vinhos de 58 países. A degustação foi feita às cegas por um júri formado por 245 especialistas, entre eles Masters of Wine e Master Sommeliers.
O resultado reforça um movimento que vem ganhando espaço no país: o avanço de novas regiões produtoras fora do eixo tradicional da Serra Gaúcha. Minas Gerais e Goiás aparecem entre os destaques, impulsionados por técnicas como a colheita de inverno, que ajuda a concentrar aromas e maturação das uvas.
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Quais vinhos brasileiros ganharam ouro?
Entre os rótulos premiados, três são tintos, boa pedida para os dias frios, e um é espumante moscatel, opção mais leve para sobremesas, entradas ou momentos de celebração.
Casa Geraldo Syrah Gran Reserva Colheita de Inverno 2024: produzido em Andradas, no sul de Minas Gerais, o Syrah Gran Reserva Colheita de Inverno 2024 foi um dos dois ouros conquistados pela Casa Geraldo. O rótulo tem perfil mais intenso, com notas de frutas escuras, pimenta-do-reino e presença marcante de carvalho. É o tipo de vinho que combina com noites frias, carnes, massas com molhos mais estruturados e pratos de sabor mais pronunciado.
Casa Geraldo Signature Cabernet Franc 2023: o segundo ouro da Casa Geraldo veio com o Signature Cabernet Franc 2023. O vinho também representa a força da produção mineira, que tem se destacado pela colheita de inverno e por rótulos de perfil mais sofisticado. A bebida traz notas de frutas negras e ervas frescas. No e-commerce da vinícola, a safra 2022 aparece por R$ 179. Para o inverno, pode acompanhar queijos curados, risotos, carnes assadas e receitas com cogumelos.
Salton Ouro Moscatel: o quarto brasileiro premiado foi o Salton Ouro Moscatel, espumante produzido em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. A Salton, fundada em 1910, é uma das vinícolas mais tradicionais do país. O rótulo é elaborado com uva moscato e tem notas de lichia e jasmim, além de acidez equilibrada. Apesar de ser mais leve que os tintos da lista, o espumante funciona bem no inverno em harmonizações com sobremesas, frutas, pratos agridoces e entradas. Também tem apelo de custo-benefício, com preço de R$ 65 na loja oficial da marca.
Vinhos brasileiros ganham força fora da Serra Gaúcha
O desempenho no Decanter World Wine Awards 2026 mostra que o vinho brasileiro já não depende apenas da tradição do Rio Grande do Sul. A Serra Gaúcha segue como principal referência nacional, mas novas regiões vêm conquistando espaço em concursos e no mercado.
Minas Gerais aparece como um dos polos mais fortes desse movimento. A técnica da dupla poda permite inverter o ciclo da videira e colher as uvas no inverno, período mais seco e favorável à maturação em algumas áreas do Sudeste.
Goiás também entra nessa disputa com rótulos de produção mais recente, mas já voltados ao mercado premium. A medalha da São Patrício reforça a expansão da vitivinicultura para regiões antes pouco associadas ao vinho fino.
Para quem procura vinhos brasileiros para tomar no inverno, os quatro rótulos premiados funcionam como um roteiro de descobertas: tintos mais encorpados de Minas, um Cabernet Franc do cerrado e um espumante gaúcho para abrir ou encerrar a noite.