Greve dos bancários continua na terça-feira, após o feriado
Cerca de 7 mil bancários e bancárias participam da mobilização no Estado, aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 31 de agosto. A decisão recebeu 91,6% dos votos.
Foto: Agência Brasil
A greve dos bancários continua na terça-feira (8), após o feriado de 7 de Setembro. A paralisação foi iniciada na sexta-feira (4) por trabalhadores do Pará e pode afetar o atendimento presencial em agências de bancos públicos e privados. Cerca de 7 mil bancários e bancárias participam da mobilização no Estado, aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 31 de agosto. A decisão recebeu 91,6% dos votos.
Por que os bancários estão em greve?
A paralisação ocorre após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante a campanha salarial. Entre os bancos que podem ter o atendimento prejudicado estão Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia, Bradesco, Itaú e Santander. O Banpará ficou fora da paralisação após os trabalhadores aprovarem uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho.
A oferta prevê a reposição da inflação medida pelo INPC mais aumento real de 0,6% para 2026 e 2027. A mesma correção seria aplicada a benefícios como vale-alimentação, vale-refeição, auxílio-creche e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Os bancários também reivindicam mudanças relacionadas às condições de trabalho e ao processo de redução da estrutura física das instituições financeiras. Segundo dados apresentados pelo sindicato, mais de 83,5 mil postos de trabalho foram eliminados nos bancos desde 2016. No mesmo período, mais de 8,5 mil agências deixaram de funcionar desde 2015.
Ainda não há uma data definida para o fim da greve. A paralisação continuará enquanto não houver um novo acordo entre os representantes dos trabalhadores e dos bancos.
Como ficam as agências bancárias na terça-feira?
A greve não significa que todas as agências estarão necessariamente fechadas. O impacto depende da adesão dos funcionários em cada banco e unidade. O atendimento presencial é o serviço com maior possibilidade de ser afetado pela paralisação. Por isso, quem precisa resolver alguma questão diretamente em uma agência deve verificar o funcionamento antes de sair de casa.
- Aplicativos, internet banking, Pix, caixas eletrônicos e centrais de atendimento podem continuar disponíveis durante a greve, embora a oferta de determinados serviços possa variar de acordo com o banco.
- O Pix continua disponível normalmente, inclusive durante o período de paralisação, já que o serviço funciona de forma eletrônica e pode ser utilizado 24 horas por dia.
- Transferências, pagamentos, consultas de saldo e extrato e outras operações também podem ser realizadas pelos aplicativos e pelo internet banking, conforme os serviços disponibilizados por cada instituição.
- Caixas eletrônicos, correspondentes bancários e lotéricas também podem ser alternativas para algumas operações.
Greve dos bancários pode chegar a outros estados
A mobilização não está restrita ao Pará. Bancários de diferentes regiões do país também realizaram assembleias para avaliar as propostas apresentadas pelos bancos. No Espírito Santo, a categoria está em estado de greve desde 28 de agosto. Trabalhadores da Caixa Econômica Federal podem iniciar uma paralisação em 10 de setembro, caso a medida seja aprovada.
Na Baixada Santista, em São Paulo, os bancários aprovaram a proposta geral da Fenaban, mas rejeitaram as propostas específicas do Banco do Brasil e da Caixa. Uma nova assembleia está prevista para 9 de setembro.
Em Mato Grosso do Sul, os trabalhadores aprovaram a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho dos bancos privados e os acordos coletivos do Banco do Brasil e do BRB. A proposta da Caixa, porém, foi rejeitada por 87,59% dos votantes. Os empregados da Caixa no Estado aprovaram ainda a possibilidade de retomada das negociações ou de início da greve a partir de 10 de setembro.
Em agosto teve greve dos bancários também.