Greve dos caminhoneiros 2021: o que sabemos sobre a paralisação

A greve dos caminhoneiros 2021 está programada para começar no próximo dia 1° de fevereiro. Governo estuda medidas de conter. Veja tudo que se sabe até o momento

Insatisfação da categoria, o preço do Diesel e promessas não cumpridas com a classe serão os pontapés iniciais para uma nova paralisação dos caminhoneiros do Brasil. Marcada para o dia 1° de fevereiro, a Greve dos Caminhoneiros 2021 vem crescendo adesões e pretende ser bem maior do que a paralização de 2018.

Motivo da greve dos caminhoneiros 2021

Segundo o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil – ANTB, José Roberto Stringasci, a alta do preço do diesel é o principal motivo da mobilização. Algumas conquistas obtidas na paralisação de 2018 – considerada a maior do país, chegou a prejudicar o abastecimento em várias cidades.

“Esse (diesel) é o principal ponto, porque o sócio majoritário do transporte nacional rodoviário é o combustível (50% a 60% do valor da viagem) Queremos uma mudança na política de preço dos combustíveis”, informa.

Além da mudança numa política de preços dos combustíveis, estão entre as reinvindicações da greve dos caminhoneiros 2021, o preço mínimo do frete, que está parado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta quarta-feira (13), uma assembleia realizado com cerca de 50 lideranças dos caminhoneiros, discutia a pauta da greve dos caminhoneiros 2021. Outro assunto debatido foi o projeto BR do Mar (que incentiva a navegação pela costa brasileira), o piso mínimo do frete e reclamações contra a política de preços de combustíveis.

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) manteve a convocação para a greve em 1º de fevereiro. O presidente da entidade, Plínio Dias, afirmou que a definição da pauta é importante para colocar na mesa e ser chamado para diálogo com os órgãos responsáveis. “Até agora não fomos recebidos pelo governo, por isso a paralisação”, explicou ele aos demais motoristas.

O que diz o governo?

O governo tem monitorado a possibilidade de mobilização da classe e, de acordo com alguns ministros, a situação é de “tranquilidade” e não há, no momento, a sinalização de grande adesão pela categoria. Membros do governo dizem ainda que não vão abrir mão de aplicação de multas para evitar que haja fechamento de rodovias. “Não vamos permitir trancamentos de pistas, vai ter multa pesada”, disse um ministro, que preferiu falar na condição de anonimato.

Ainda de acordo com Stringasci, para evitar a paralisação, os caminhoneiros querem uma reunião com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). “A categoria o apoiou em 100% praticamente nas eleições. Então agora exige a presença dele na reunião”, explica.

A todo instante o governo sinaliza abertura de diálogo com a classe. As negociações estão sob responsabilidade do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, mas diversas outras pastas estão acompanhando os movimentos da categoria: Casa Civil, Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Ministério da Justiça e Advocacia-Geral da União têm articulado ações e conversas com intuito de mitigar efeitos de uma possível greve dos caminhoneiros 2021.

Sobre a realização de um greve em plena pandemia da Covid-19, a ANTB que representa cerca de 4,5 mil caminhoneiros pensa que: “a pandemia nunca foi problema. A categoria trabalhou para cima e para baixo durante a pandemia. Muitos caminhoneiros ficaram com fome na estrada com os restaurantes fechados, mas nunca parou”, afirma Stringasci.

Já para o presidente do Sindicato dos Transportadores de Combustíveis do Rio de Janeiro, Ailton Gomes, ao invés de pensar na Greve dos Caminhoneiros 2021, a categoria deveria pressionar e se preocupar com o julgamento do preço mínimo do frete, que está parado no STF.  “Não é momento de greve, estamos passando por um momento de pandemia”, disse ao Uol.

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