Cafeteira hackeada: especialista mostra como aparelhos domésticos não estão seguros

Especialista em segurança da Avast instala um ransomware na própria cafeteira e mostra como esses produtos domésticos inteligentes estão suscetíveis a ataques.

Já imaginou ter a sua cafeteira hackeada? A princípio a ideia pode parecer impossível ou muito estranha, afinal, quem hackearia uma cafeteira, não é mesmo?

Mas o especialista em segurança Martin Hron, da Avast, mostrou que isso é possível e muito perigoso.

Há algum tempo as empresas de segurança já lançaram alertas sobre dispositivos com sensores, câmeras e outros aparelhos simples de uso domésticos. De acordo com os alertas, esses aparelhos estão sujeitos a ataques e invasões, colocando a segurança em risco.

Para provar essa vulnerabilidade, Hron hackeou  a própria cafeteira e instalou nela um ransoware. Ou seja, através dessa invasão ele “sequestrou” a máquina, que ficaria inutilizável e só voltaria ao normal depois que o dono fizesse um pagamento de resgate.

 

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Cafeteira hackeada mostra falha de segurança

A ideia de Hron era mostrar como esses objetos do nosso dia a dia são vulneráveis.

No vídeo aparece uma cafeteira da marca iKettle 3 do ano de 2018. Apesar de poder se conectar a uma rede Wi-Fi, a máquina não apresenta nenhum mecanismo de proteção. Assim,  Hron conseguiu invadir o dispositivo e instalar o malware.

Depois estar no controle do hacker, a cafeteira mostrou uma mensagem com um endereço para resgate. Além de um emoji com diabinho.

Dessa forma, ela não respondia a nenhum comando e operava sozinha. Por exemplo, piscava as luzes, ativava o moedor de grãos sem qualquer conteúdo dentro e despejava água.

A forma como o especialista invadiu e os caminhos para isso não foram tão fáceis. Ainda assim, ele precisou decifrar os códigos, além de  estudar a fundo um os componentes da cafeteira.

Porém, ainda assim, ele conseguiu realizar a invasão e mostrou como esses “produtos inteligentes” estão suscetíveis à ataques. 

Além disso, ele também quis mostrar como a tecnologia no quesito segurança desses produtos não evoluiu e precisa melhorar.

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Fonte Tecmundo Ars Technica

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