França amplia toque de recolher enquanto casos de covid-19 atingem novo recorde

França amplia toque de recolher noturno a dezenas de outras áreas em uma tentativa de desacelerar a disseminação do coronavírus. País bateu recorde de novos casos.

França amplia toque de recolher noturno a dezenas de outras áreas em uma tentativa de desacelerar a disseminação do coronavírus. O anúncio foi feito  hoje (22) pelo primeiro-ministro Jean Castex.

“A segunda onda está em andamento”, disse ele, pouco antes de o país anunciar um recorde de 41.622 novos casos.

O toque de recolher das 21h às 6h entrará em vigor à meia-noite de sexta-feira (23), e cerca de 46 milhões de pessoas terão que cumprir as medidas.


Nas últimas semanas, os países da Europa estão lutando com o aumento das taxas de infecção.

Assim como a França, Itália, Espanha, Inglaterra e Irlanda também são pontos críticos.

“As próximas semanas serão difíceis e o número de mortes continuará a aumentar”, disse Castex em entrevista coletiva. Nas últimas 24 horas, a França registrou mais 162 mortes.


“Se não conseguirmos deter a pandemia, enfrentaremos uma situação terrível e teremos que ponderar sobre medidas muito mais duras”, acrescentou.

“Ainda podemos evitar isso, mas não temos muito tempo”, disse ele.

 

França amplia toque de recolher
Imagem: reprodução / pixabay

França amplia toque de recolher

O anúncio do primeiro-ministro veio menos de uma semana depois que o mesmo toque de recolher começou na região de Paris e em oito outras cidades, incluindo Marselha, Lyon, Lille e Toulouse.

As restrições agora serão feitas em 38 departamentos administrativos, bem como no território ultramarino da Polinésia, e permanecerão em vigor por seis semanas.


Contudo, o toque de recolher noturno atraiu queixas de proprietários de restaurantes, cujos negócios já estão sofrendo após o bloqueio de dois meses na primavera.

Mas o presidente Emmanuel Macron disse que eles são necessários para evitar o risco de aglomeração dos hospitais.

A França notificou mais de 20.000 novos casos nos últimos seis dias, e o número total de infecções confirmadas agora é de quase um milhão.

Fonte BBC
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