Nova Zelândia declara emergência climática

Nova Zelândia declara emergência climática de forma simbólica. De acordo com o governo, o setor público do país precisará ser neutro em carbono até 2025 em um “compromisso com a liderança na mudança climática”.

Nova Zelândia declara emergência climática nesta quarta-feira (2). Este é um passo simbólico que reconhece as previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de aquecimento global substancial se as emissões não diminuírem.

Junto com a declaração, a Nova Zelândia anunciou que exigirá que seu setor público se torne neutro em carbono até 2025. Assim, as agências governamentais precisarão medir, relatar e compensar as emissões.

“O setor público precisa ser e será um exemplo que define o padrão que todos precisamos alcançar até 2050”, disse a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, ao parlamento em Wellington. 

 

Nova Zelândia declara emergência climática
Imagem: Reprodução / Pexels

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Nova Zelândia declara emergência climática simbólica

“Esta é uma declaração da ciência”, disse Ardern, acrescentando que a mudança é “um reconhecimento da próxima geração … do fardo que carregarão se não agirmos agora”.

O programa de descarbonização da Nova Zelândia tem o apoio de um fundo estadual de NZ $ 200 milhões. Dentre os objetivos do programa está a eliminação do carvão.  

De acordo com a Radio New Zealand, esta é uma exigência para que as agências governamentais usem veículos elétricos. Bem como os edifícios públicos sejam sustentáveis e sigam um “padrão verde”.

Contudo, declarar uma emergência climática vem sem novos poderes estatutários ou investimento em dinheiro. Assim, isso torna a mudança puramente simbólica.

Outros 32 países, incluindo Japão, Canadá, França e Reino Unido, já declararam emergência climática. Isso indica que os governos reconhecem as mudanças climáticas como uma ameaça existencial que requer uma ação urgente em resposta.  

Além disso, cientistas e ativistas climáticos continuam a alertar que não está sendo feito o suficiente pelos governos para cumprir a meta do Acordo de Paris de reduzir as emissões para manter os níveis de temperatura global em 2º graus dos níveis pré-industriais.

Fonte DW

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