Presidente da Samsung, Lee Kun-hee, morre aos 78 anos

O presidente da Samsung, Lee Kun-hee, morreu neste domingo (25) aos 78 anos. A causa da morte ainda não foi revelada.

Lee Kun-hee, presidente da Samsung, morre aos 78 anos.

Lee ajudou a transformar a pequena empresa comercial de seu pai em uma potência econômica, diversificando-se em áreas como seguros e transporte.

Durante sua vida, a Samsung Electronics também se tornou uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.

De acordo com a Forbes, ele era a pessoa mais rica da Coreia do Sul, com um patrimônio líquido de quase US$ 21 bilhões.

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A Samsung disse que Lee morreu neste domingo (25) com a família ao seu lado. Contudo, ainda não há informações sobre a causa exata da morte. Em 2014 ele teve um ataque cardíaco que o fez viver sob cuidados.

“Todos nós da Samsung vamos guardar sua memória e ser gratos pela jornada que compartilhamos com ele”, disse a empresa em um comunicado.

Lee era o terceiro filho de Lee Byung-chul, que fundou o Samsung Group em 1938. Ele se juntou à empresa da família em 1968 e assumiu a presidência em 1987, após a morte de seu pai.

Na época, a Samsung era vista como produtora de produtos baratos e de baixa qualidade. Mas, sob sua liderança, reformas radicais foram feitas na empresa.

Além disso, Lee ficou famoso por dizer aos funcionários em 1993: “Vamos mudar tudo, exceto nossas esposas e filhos”. A empresa então queimou todo o estoque de telefones celulares, que consistia em cerca de 150.000 aparelhos.

 

Presidente da Samsung
Imagem: Reprodução / Getty Images

Presidente do Grupo Samsung morre aos 78 anos

Lee raramente falava com a mídia e tinha a reputação de ser um recluso, o que lhe valeu o apelido de “o rei eremita”.

A Samsung é de longe a maior chaebols da Coréia do Sul –  conglomerados familiares que dominam a economia do país.

O grupo ajudou a impulsionar a transformação econômica da Coreia do Sul após a Segunda Guerra Mundial, mas há muito é acusado de negociações políticas e comerciais obscuras.

Além disso, ele também foi duas vezes condenado por crimes, incluindo o suborno do ex-presidente Roh Tae-woo.

Lee deixou o cargo de presidente da Samsung em 2008, após receber a acusação de evasão fiscal e peculato. Ele foi condenado a três anos de prisão suspensa por sonegação de impostos, mas recebeu o perdão presidencial em 2009 e liderou a candidatura da Coreia do Sul para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018.

Fonte BBC

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