Protestos nos EUA explodem em violência e discordância

Com a atmosfera de tensão social enfrentada pelo país, os protestos nos EUA esquentam enquanto os governos locais e federal discordam quanto à abordagem da questão.

Os protestos nos EUA seguem com força e a violência se acirrou no último fim de semana, com milhares de pessoas indo às ruas por justiça racial

Ao mesmo tempo, os governos locais demonstram insatisfação com o envio de forças federais para suas jurisdições.

 

Os protestos os EUA no fim de semana

 

De Los Angeles a Richmond e Omaga, os protestos nos EUA foram marcados por conflitos entre a polícia e os manifestantes, com muitas prisões, gás lacrimogênio e spray de pimenta.

 

Em Austin, um homem foi morto por um tiro em meio a um protesto. Em Richmond, um caminhão foi incendiado em frente a uma delegacia de polícia.
Mas o evento mais chocante parece ter sido o que ocorreu em Denver, onde um Jeep avançou sob toda uma falange de manifestantes.

O ponto central dos protestos é a região do Noroeste Pacífico, onde os ativistas de Portland seguem enfrentando os agentes federais.

Dessa forma, percebe-se que Portland mantém a energia do movimento que começou diante do assassinato de George Floyd por um policial de Minneapolis.

 

As forças federais e a cerca rompida

 

Em Portland, autoridades declaram que os manifestantes romperam a cerca do prédio da corte federal e que suas atitudes violentas colocam a população em risco.

Na manhã de domingo, os protestos começaram a ser dispersados pelos agentes federais e a polícia local, usando gás lacrimogênio.

 

Porém, os manifestantes resistiram, bloqueando ruas e protegendo seu perímetro, até que a ação policial ficasse mais forte e um grande número de pessoas fosse presa.

 

O hotel

 

 

Um hotel da Rede Marriott também foi alvo dos protestos nos EUA, quando a informação de que o hotel hospedava agentes federais chegou aos manifestantes.

Após uma noite de sábado cercados por uma multidão que segurava cartazes dizendo “Sem mais brutalidade!” e cantava “Expulse-os, Marriott!”, o hotel resolveu cedeu.
Na manhã de domingo, os hóspedes foram todos colocados para fora e o hotel fechou as portas por alguns dias, com danos pouco significativos, como paredes grafitadas.
Em Seattle, a polícia utilizou spray de pimenta e bombas de efeito moral para dispersar uma multidão de aproximadamente 2.000 pessoas que marchavam em Capitol Hill.

 

Discordâncias quanto ao enfrentamento dos protestos

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Os protestos nos EUA que começaram com a morte de Floyd pareciam estar minguando, mas foram revigorados por um gesto aparentemente inocente.

Quando o Governador Jay Inslee twittou que o Presidente Trump havia mandado agentes federais para a cidade, isso pareceu enfurecer os manifestantes..

Assim como o Governador, a Prefeita de Seattle, Jenny Durkan também expressou preocupação com o envio de agentes federais, afirmando que as ações do presidente exacerbam a situação.

Para ela, o Presidente mandar militares para as cidades americanas é preocupante e demonstra seu “desrespeito flagrante pela constituição.”

Ao mesmo tempo, o Prefeito de Portland, Ted Wheeler, que já foi atacado com gás lacrimogênio ao se juntar aos manifestantes, se refere aos agentes federais como “forças de ocupação.”

 O que diz a Casa Branca sobre os protestos nos EUA?

 

Em contrapartida, o chefe da equipe da Casa Branca Mark Meadows defendeu a presença dos agentes federais nos protestos nos EUA
De acordo com ele, uma vez que os agentes estão deslocados para proteger uma corte federal, não qualquer inconstitucionalidade.
“Não podemos ter isso em cidades americanas… Você tem pessoas e cercas lá, mas eles estão jogando coquetéis molotov e fazendo todo tipo de tumulto” disse ele à emissora ABC.

Em conclusão, a  instabilidade falta de unidade dos governos locais e federal parece tornar a tensão social ainda maior e quem sofre, é claro, é sempre a população.

Todas as informações em artigo do Washington Post.

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