OMS fará testes para avaliar outros possíveis tratamentos da covid-19

Ação feita pela OMS acontece depois de dúvidas surgirem sobre a eficácia do remdesivir

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta sexta-feira, dia 16 que avaliará anticorpos monoclonais e outros medicamentos antivirais em seu teste de tratamentos com potencial para enfrentar a covid-19. Isso acontece depois que seu estudo revelou que o remdesivir, da Gilead, não mostrou impacto nas taxas de sobrevivência.

O que diz a OMS?

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse em entrevista coletiva que o teste chamado Solidariedade continuará, depois de ser lançado em março em 500 hospitais em 30 países para avaliar a eficácia do remdesivir e vários outros medicamentos em pacientes com covid-19.

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“O teste Solidariedade ainda está recrutando cerca de 2 mil pacientes todos os meses e vai avaliar outros tratamentos, incluindo anticorpos monoclonais e novos antivirais”, disse Tedros em entrevista coletiva.

O teste Solidariedade estava no foco de uma discussão desta sexta-feira entre a OMS e a Gilead, empresa norte-americana que desenvolveu o remédio remdesivir, que disse que as conclusões do teste da OMS pareciam inconsistentes com as evidências de outros estudos.

Como foi feito o teste?

O “Solidarity Therapeutics Trial”, estudo liderado pela OMS, foi acompanhado em mais de 30 países. Os resultados negativos foram apresentados em uma pré-publicação nesta quinta-feira, dia 15 de outubro.

A pesquisa ainda aguarda a aprovação de revistas científicas e revisão por outros especialistas. Mesmo assim, o estudo deixa claro que quatro antivirais utilizados contra a covid-19 são ineficazes: remdesivir, hidroxicloroquina, lopinavir com ritonavir e interferon beta-1a.

O “Solidarity” é um estudo global que ocorreu dentro de 405 hospitais pelo mundo. O ensaio é randomizado com rígidos padrões para coleta de evidências científicas.

Segundo a OMS, participaram 11.266 adultos, sendo que 2.750 tomaram remdesivir 954 tomaram hidroxicloroquina, 1.411 usaram lopinavir, 651 tiveram interferon mais lopinavir administrados, 1.412 somente usaram Interferon, e 4.088 fizeram parte do grupo controle, que não recebeu qualquer medicamento.

Ao final, 1.253 mortes foram relatadas. Com isso, as evidências mostram que os medicamentos desempenharam pouco ou nenhum papel para diminuir a taxa de mortes pela doença, ou até mesmo, tempo de hospitalização. (com informações da Agência Brasil)

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