O Banco do Brasil acaba de dar um passo inédito para quem viaja à Argentina: a partir de agora, é possível pagar compras em estabelecimentos físicos argentinos usando o Pix. A novidade foi anunciada nesta sexta-feira (6) e coloca o Brasil entre os pioneiros no uso de pagamentos instantâneos além das próprias fronteiras.
Como funciona o Pix na Argentina?
O processo é simples e parecido com o que os brasileiros já fazem no dia a dia. O comerciante argentino exibe um QR Code, o cliente escaneia pelo aplicativo do seu banco brasileiro, confere os dados e confirma. O pagamento sai da conta em reais e a conversão para pesos argentinos acontece automaticamente, em tempo real.
Importante: a funcionalidade está disponível para qualquer usuário do Pix no Brasil, independentemente de ter conta no Banco do Brasil.
Tem IOF? Qual é a taxa?
Sim. A operação segue a legislação cambial brasileira vigente, com incidência de IOF sobre transações internacionais. O valor aparece no extrato como uma transação Pix comum, com o câmbio já aplicado.
Quem está por trás da tecnologia?
A solução foi desenvolvida pelo Banco do Brasil em parceria com o Banco Patagonia, instituição argentina que faz parte do próprio conglomerado do BB – e com a Coelsa, empresa especializada em infraestrutura de meios de pagamento na América Latina. A integração usa APIs para conectar o sistema Pix brasileiro à rede de pagamentos argentina.
O Banco do Brasil já sinalizou que a Argentina é apenas o começo. A instituição estuda levar o Pix internacional para outros países da América Latina, Europa e Ásia, priorizando destinos com maior fluxo de turistas brasileiros.
FAQ: Pix na Argentina – perguntas frequentes
Sim. A funcionalidade está disponível para qualquer usuário do Pix no Brasil, independentemente da instituição financeira.
O comerciante exibe um QR Code. Você abre o app do seu banco, escaneia o código, confere os dados e confirma. O processo é idêntico ao Pix comum no Brasil.
Debitado em reais. A conversão para pesos acontece automaticamente no momento do pagamento.
Apenas em estabelecimentos que aderiram ao sistema, ou seja, que trabalham com a infraestrutura do Banco Patagonia e da Coelsa. Nem todo comércio argentino aceita ainda.