Plano SP: mudança permite volta às aulas mesmo com piora na pandemia

Mesmo na fase vermelha, a pior da pandemia, 35% dos alunos poderão frequentar escolas, que é considerada um ambiente seguro para o governo

O Governador de São Paulo, João Dória (PSDB), anunciou na tarde desta quinta-feira, 17, mudanças sobre a volta às aulas em SP.  Agora, mesmo na fase vermelha, considerada a pior da pandemia do coronavírus, os alunos poderão frequentar as escolas públicas e particulares.
Atualmente, São Paulo está na fase amarela, que permite o retorno de até 35% dos alunos. As aulas estão previstas para começar no dia 1° de fevereiro de 2021 e caso haja uma piora no quadro e, consequentemente, o recuo para a fase vermelha, a mesma quantidade de alunos que hoje vai  à escola poderão frequentar as aulas. 

Volta às aulas em SP após a mudança

 

  • Fase verde: abertura parcial
Educação básica: retorno de até 100%
Educação superior: retorno de até 70%

 

  • Fase amarela: flexibilização
Educação básica: retorno de até 70%
Educação superior: retorno de até 35%
  • Fase laranja: controle
Educação básica: retorno de até 35%
Educação superior: retorno de até 0%
  • Fase vermelha: alerta máximo
Educação básica: retorno de até 35%
Educação superior: retorno de até 0%
“O retorno será regionalizado, conforme critérios de segurança imposto pelo Centro de Contingência. A decisão é embasada em experiências internacionais e nacionais, e tem por objetivo garantir segurança de alunos e funcionários da rede pública e privada do estado, além do desenvolvimento cognitivo e sócio emocional de milhões de crianças e adolescentes”, declarou Doria.

 

O modelo de São Paulo segue o de outros países, como Alemanha e França, que mantiveram as escolas abertas durante uma segunda onda, mas endureceram as restrições para os jovens com o fechamento de bares e restaurantes.

É seguro voltar às aulas em SP?

Ainda durante a coletiva, o secretário estadual de educação, disse que o ambiente escolar é seguro para a volta às aulas em SP, uma vez que não foi identificado nenhum caso de transmissão da doença dentro das escolas. Os contágios, ainda de acordo com o que apontou, aconteceram em casa ou em outros locais.
“Proteger também é ter a escola funcionando. O que a gente tem visto cada vez mais é que o ambiente da escola é seguro”, justificou ele.

Educação não está entre os grupos prioritários da vacina

 

Apesar de poderem já estarem em atividades, mesmo que em escala menor, os profissionais da saúde e os alunos não estão inclusos no grupo prioritário de vacinação anunciado pelo governador João Dória. Segundo ele, a imunização está prevista para começar dia 25 de janeiro, mas a CoronaVac ainda aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.
“Obviamente professores e outros profissionais que são fundamentais para nossa sociedade precisam ser prioridade, mas não podemos esperar a volta às aulas em SP só quando tivermos a vacinação completa. Não tem para crianças previsão em 2021”, disse ainda o secretário.

Entenda cada fase do plano SP

 

  • Fase vermelha: somente comércios essenciais podem abrir;

 

  • Fase laranja: poderá abrir shopping centers, comércios e serviços, desde que a ocupação máxima não passe de 20% da capacidade do local. O funcionamento será de 4 horas diárias em todos os dias da semana ou 6 horas diárias em quatro dias da semana. Restaurantes, bares, academias e salões de beleza não podem funcionar;

 

  • Fase amarela: poderá abrir shopping centers, comércios e serviços, desde que a ocupação máxima não passe de 40% da capacidade do local. O funcionamento será de 12 horas diárias. Bares e restaurantes podem funcionar, mas só até às 22h. Academias e salões de beleza podem funcionar até 10 diárias, também com capacidade de 40%;

 

  • Fase verde: na fase verde, todos os setores vão poder operar com 60% da capacidade, sem limite de horas diárias, com exceção de bares e restaurante, que devem encerrar o consumo no local às 22h;
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