Banco Central anuncia cédula de R$ 200 com lobo-guará em agosto

A nova cédula deverá entrar em circulação a partir do final de agosto. A previsão é que sejam impressas 450 milhões de cédulas de R$ 200,00 em 2020.

O Banco Central informou nesta quarta-feira (29) que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento da cédula de R$ 200, que terá como personagem o lobo-guará.

A nova cédula deverá entrar em circulação a partir do final de agosto. A previsão é que sejam impressas 450 milhões de cédulas de R$ 200,00 em 2020.

De acordo com a diretora de Administração do BC, Carolina de Assis Barros, a impressão de novas cédulas não tem relação com inflação. “Temos um sistema de metas. No momento, a inflação é baixa, estável, e controlada”, disse.

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Carolina explicou que em 2001 o Banco Central fez uma pesquisa e perguntou quais animais ameaçados de extinção o brasileiro gostaria de ver estampado nas células da moeda nacional.

O Mico-Leão Dourado e a Tartaruga Marinha foram os mais votados, passando a ocupar as notas de R$ 20 e R$ 2, respectivamente. Em terceiro lugar na votação ficou o e o Lobo-Guará, que agora estará na cédula de R$ 200.

Atualmente, há cinco tipos de cédulas em circulação no Brasil: R$ 2,00, R$ 5,00, R$ 10,00, R$ 50,00 e R$ 100,00.  O Banco Central deve anunciar mais informações sobre a cédula de R$ 200 ainda na quarta-feira.

Cédula de R$ 200 e mais

Em 1994, a fim de possibilitar a implantação do real como novo padrão monetário brasileiro, o Banco Central (BC), em conjunto com a Casa da Moeda do Brasil (CMB), desenvolveu projetos gráficos para as cédulas do real nos valores de 1, 5, 10, 50 e 100 reais, e para as moedas metálicas nos valores de 1, 5, 10 e 50 centavos, além de 1 real.

No reverso da cédula, o Banco Central definiu a estampa de animais presentes na fauna brasileira, com o objetivo de promover a proteção da fauna e da flora brasileiras, além da preservação do meio ambiente.

Para isso, a cédula de R$1 mostrava uma gravura da cena de um beija-flor alimentando filhotes em seu ninho. O animal é típico do continente americano e existem no Brasil mais de cem espécies. As cédulas de dois reais começaram a ser produzidas pela Casa da Moeda do Brasil a partir de 2001, e trazem em seu verso tartarugas-marinhas.

A cédula de R$5 é representada por uma garça, enquanto a cédula de R$10 estampa uma arara, típica do Brasil e de outros países latino-americanos.

A nota de R$ 20 traz em seu verso uma figura de um mico-leão-dourado (Leontopitecus rosalia), primata de pelo alaranjado e cauda longa nativo da Mata Atlântica, que é o símbolo da luta pela preservação das espécies brasileiras ameaçadas de extinção.

Já a onça-pintada, ameaçada de extinção, mas ainda encontrada na Amazônia e no Pantanal sul-mato-grossense, foi o animal escolhido para ilustrar a cédula de R$50. Por fim, a cédula de R$100 apresenta a gravura de uma garoupa, um dos peixes marinhos mais conhecidos e valiosos dentre os encontrados nas costas brasileiras.

Nota de R$ 10 de plástico

No ano 2000, em comemoração aos 500 anos de descoberta do Brasil,  foi lançada uma nova cédula de R$ 10. Contudo, diferentemente das demais, a nota era feita de plástico. No entanto, o Banco Central começou a tirar circulação como cédulas de polímero em 2006.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Mais detalhes