Cesta básica em SP chega a R$ 950; salário mínimo é de R$ 1.045

O valor do salário mínimo em outubro deveria ser de R$ 5.005,91 de acordo com Dieese. A cesta básica na cidade de São Paulo alcançou o valor de R$ 949,98, o que representa cerca de 91% do salário mínimo atual.

Em outubro, a cesta básica em SP alcançou o valor de R$ 949,98, o que representa cerca de 91% do salário mínimo atual, de R$ 1045. O preço médio foi calculado pelo Núcleo de Inteligência e Pesquisas do Procon-SP em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No mês de setembro o preço médio da cesta ficou em R$ 930,19, então se registrou um aumento de 2,13% em relação ao último mês de outubro. O levantamento pesquisa três grupos de produtos: alimentação, limpeza e higiene pessoal.

De acordo com outro levantamento, o valor do salário mínimo em outubro deveria ser de R$ 5.005,91, tendo como referência o preço da cesta básica. Trata-se da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Dieese. Se faz o cálculo levando em consideração uma família com dois adultos e duas crianças.

Cesta básica de SP

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A batata foi o produto que mais subiu de preço, 20,31%. Ao passo que, o óleo de soja também teve aumento significativo, de 12,15%. O frango resfriado inteiro foi o terceiro item que mais subiu de preço, 9%. Já o arroz, teve alta de 7,62%. Enquanto o papel higiênico aumentou 5,82%.

Entre os alimentos que tiveram as maiores quedas em relação à setembro, está a cebola (-16,74%), alho (-5,44%) e leite UHT (-4,23%).

Ao todo, foram pesquisados 39 produtos. De modo que, 21 deles apresentaram alta de preço. O arroz é apontado como item que mais influenciou negativamente a variação mensal de valores.

No acumulado desse ano, o arroz tem alta de 76,47%. Em dezembro do ano passado o custo médio era de R$ 12,41, no mês de outubro de 2020 ficou em R$ 21,90. Segundo a pesquisa, o ritmo fraco de comercialização do produto se deveu em parte a insatisfação das indústrias com as vendas. O que resultou em redução de oferta e aumento nos preços.

No geral, o levantamento cita alguns motivos para as variações de preço da cesta básica paulistana: problemas climáticos, questões sazonais, excesso ou escassez de oferta ou demanda pelos produtos, preços das commodities, variações cambiais, formação de estoques, desonerações de tributos, entre outros.

Produtos de limpeza e higiene

Em relação aos produtos para limpeza doméstica houve alta de 0,76% de setembro para outubro. Passando de uma média de R$ 48,52 para R$ 48,89. O sabão em pó, a água sanitária e o detergente apresentaram preços maiores.

Já os itens de higiene custaram uma média de R$ 73,47 em outubro, uma alta de 1,55% em relação à setembro. No acumulado de 2020 todos os produtos observados tiveram aumeno de preço, dentre eles o desodorante (10,04%), papel higiênico (9,35%), creme dental (7,30%), sabonete (3,01%) e absorvente (2,70%)

 

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