Desemprego fica em 14,2% no trimestre encerrado em janeiro de 2021

Taxa se manteve estável em relação a trimestre anterior, mas mostra que 14,1 milhões de pessoas ainda estão desocupadas no país, segundo o IBGE

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,2% no trimestre encerrado em janeiro, de acordo com dados  da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro  de Geografa e Estatística (IBGE). O resultado é praticamente estável, se comparado com o trimestre anterior, encerrado em outubro de 2020, quando a Pnad fechou em 14,3%.  O número mostra que, hoje, o país tem 14,1 milhões de pessoas desocupadas.

A população ocupada somou 86 milhões de pessoas, 1,7 milhão a mais que representam um crescimento de 2% sobre o trimestre anterior. Comparado a igual trimestre de 2020, o resultado é 8,6% menor, ou 8,1 milhões de pessoas que perderam seus empregos entre os dois períodos.

Segundo o IBGE, o país ainda tem hoje 76,4 milhões de pessoas fora da força de trabalho. Quando comparado a igual trimestre de 2020, esse número mostra que 10,6 milhões de pessoas entraram para esse grupo em um ano. O que equivale a um crescimento de 16,2%.


Desemprego

O número de brasileiros que desistiram de procurar emprego, a chamada população desalentada, ficou estável no trimestre móvel encerrado em janeiro quando comparado ao trimestre móvel anterior, somando 5,9 milhões. Mas subiu 4,2% quando comparado a igual trimestre de 2020.

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado somaram 29,8 milhões no trimestre findo em janeiro, resultado praticamente estável em relação ao trimestre anterior e 11,6% inferior a igual trimestre de 2020, enquanto o de empregados sem carteira assinada cresceu 3,6% agora, somando 9,8 milhões de pessoas. Comparado a 2020, recuou 16%.


Do total da população ocupada, 34,1 milhões de pessoas estão na informalidade, porcentual equivalente a 39,7% dos ocupados. No trimestre anterior o porcentual era menor, de 38,8%, e em 2020, de 40,7%%.  A renda registrou alta de 2,9% em relação ao trimestre anterior, em R$ 2.521, mas se manteve estável quando comparada a 2020, em igual período.

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