Novo auxílio emergencial: saiba se vai sair e qual o valor

As parcelas devem contar com um valor reduzido e menor número de beneficiários.

Diante do aumento de casos da Covid-19 e da continuidade das dificuldades econômicas, se discute a implementação de um novo auxílio emergencial. A volta do benefício é defendida por parte da sociedade e dos parlamentares, ao passo que o governo elabora o pagamento para não passar do teto de gastos. Além disso, as parcelas devem contar com um valor reduzido e menor número de beneficiários.

O auxílio emergencial foi criado com a finalidade de amparar trabalhadores informais, autônomos e desempregados durante a pandemia. E também se estendeu aos inscritos do Bolsa Família. Seu último depósito em conta digital ocorreu no dia 29 de dezembro do ano passado.

O auxílio emergencial vai voltar?

A discussão sobre a prorrogação do auxílio emergencial está inserida desde que as últimas parcelas estavam sendo depositadas. Entre os fatores para a manutenção do benefício nota-se que a pandemia continua em níveis preocupantes, impactando dentre outras coisas no mercado de trabalho, e muitas famílias ficaram desamparadas financeiramente com o fim do benefício.

O Congresso Nacional tem pressionado o governo federal para pautar a volta do benefício. Alguns deputados e senadores apresentaram variados projetos de lei pedindo pela continuidade do benefício, seja no valor de R$ 600 ou R$ 300.

Diante disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fala sobre a inclusão de uma “cláusula” de estado de calamidade pública para permitir a criação de novo auxílio emergencial. O objetivo é que os gastos com o benefício não sejam contabilizados no teto de gastos.

Após as eleições para presidência da Câmara e do Senado, ocorreram as primeiras conversas sobre esse assunto entre Arthur Lira (Progressistas-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Guedes.

Auxílio para metade dos beneficiários

No novo auxílio emergencial, Guedes defende que as parcelas sejam destinadas a metade dos beneficiários. Na quinta-feira (04) ele afirmou que: “O auxílio emergencial, se nós dispararmos as cláusulas necessárias, dentro de um ambiente fiscal robusto, mais focalizado, em vez de 64 milhões de pessoas, pode ser a metade disso, porque a outra metade retorna para os programas sociais já existentes.”

De acordo com reportagem do Estadão, um dos critérios pensados para definir os beneficiários é selecionar aqueles que recebem o Bolsa Família e também os que estão na fila deste programa.

Ainda segundo o texto, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR) explica que o objetivo é que as novas parcelas sejam pagas a quem realmente precisa e que há 5 milhões de pessoas na fila do Bolsa Família. “Pessoas precisando de ajuda neste momento são 5 milhões, que são aquelas que foram buscar ajuda” afirmou ao Estadão.

Nota-se que durante o pagamento do auxílio emergencial em 2020, os contemplados pelo Bolsa Família foram incluídos de maneira automática, e passaram a receber o benefício de maior valor.

Valor do novo auxílio emergencial pode ser menor

Ainda não está definido o valor e o número de parcelas do novo auxílio emergencial. Mas a quantia pode não chegar aos R$ 300, do auxílio residual pago no passado. Fala-se no valor de R$ 200 como alternativa.

A saber, o auxílio emergencial pagou cinco parcelas de R$ 600 para os beneficiários. E depois depositou até o fim de 2020, parcelas de R$ 300, sendo no máximo quatro. Ao passo que mães chefe de família tiveram direito a duas cotas do benefícios em ambos os casos.

Os beneficiários receberam o dinheiro através de poupança social digital, que pode ser acessada através do aplicativo Caixa Tem. Após alguns dias do depósito, os valores eram liberados para saques e transferências. Tudo isso em seis ciclos de pagamentos, que eram divididos de acordo com o mês de aniversário dos cidadãos.

Com informações de Estadão

 

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