O Pìx começou a funcionar nesta segunda-feira (16) para todos os brasileiros que já se cadastraram no novo sistema de pagamentos instantâneos. Em anúncio de lançamento, o Banco Central anunciou que novas funcionalidades serão disponíveis no primeiros semestre de 2021. Sendo assim, pagamentos programados e troco em dinheiro.
“A gente tem uma agenda evolutiva longa, com várias funcionalidades que entrarão [no futuro]”, disse o diretor da Organização do Sistema Financeiro, João Manoel Pinho de Mello. Sendo assim, o Pix terá a opção de fazer compras parceladas, assim como as operações com cartão de crédito. Também, saques via Pix, a partir de junho de 2020.
“Vai no supermercado, faz uma compra de R$ 200. Está sem dinheiro, paga R$ 250 e pega R$ 50 de troco. É bom para todo mundo. Em alguns lugares, ajuda na inclusão financeira, pois não há redes de saques. Para o a varejista é bom pois atrai o cliente para sua loja e diminui a quantidade de dinheiro que tem de trazer e tirar de sua loja. Melhora a segurança”, explicou Pinho de Mello.
Por fim, até o último levantamento do Banco Central, em 15 de novembro, há cadastro de mais de 71 milhões de chaves. Além disso, mais de 1,9 milhão de transações via pix movimentaram R$ 780 milhões, aproximadamente.
Pagamento Programado
Ainda durante o lançamento do novo sistema de pagamentos instantâneos, o diretor Pinho de Mello explicou que a proposta do pagamento programado é semelhante o que já está disponível nas operações de cartão de crédito, o “Pix garantido”.
“No Pix programado, haverá o pix garantido no primeiro semestre do ano que vem, nada mais é do que fazer um pix irrevogável, que tem de vir embutido um produto de crédito, como por exemplo como faz no cartão. Se faz uma transação parcelada no cartão, elas são garantidas pelo banco. Essa mesma funcionalidade estará prevista o pix.”
Sendo assim, em casos de parcelamento de compras, as operações poderão ter incidência de juros.
Pagamentos de conta de luz pelo Pix
Existe um estudo sobre a disponibilidade de pagamento de contas, como a de luz, via pix. Segundo o chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Ângelo Duarte, a nova funcionalidade deve ficar disponível no primeiro semestre de 2021.
Porém, Duarte afirmou que concessionárias de energia já podem oferecer a modalidade nos próximos meses, ou seja, entre o final de 2020 e início de 2021.