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Por que o Trump quer acabar com o Pix e o que ele pode fazer

Relatório comercial do governo dos Estados Unidos contra o Brasil se opõe ao Pix
Escrito por Anny Malagolini
Publicado em
Trump quer acabar com o Pix
Crédito: Etalbr/Getty Images

Após a ameaça de impor uma tarifa de 50% ao Brasil, Donald Trump, presidente dos Estado Unidos, criticou o Pix brasileiro. O método de transferência de dinheiro que começou a operar em 2020 passou a ser vista como uma prática comercial “desleal” do Brasil. Mas o que pode acontecer?

Donald Trump pode acabar com o Pix?

O Pix entrou na lista de reclamações no processo de investigação comercial dos Estados Unidos contra o Brasil. Segundo o documento, o sistema de pagamentos instantâneos genuinamente brasileiro estaria favorecendo o país em detrimentos das empresas norte-americanas.

Uma das defesas dos EUA é que o Brasil barrou o pagamento pelo Whatsapp para beneficiar o Pix. À época do lançamento, em 2020, o Banco Central justificou que a suspensão do serviço era para avaliar os riscos para os brasileiros, já que a operação seria da empresa de Mark Zuckerberg e ainda não havia solicitado permissão para atuar.

De fato, o Pix se tornou competitivo e concorre com as empresas americanas Visa, Mastercard e Amex. Contudo, o método de pagamento é operado pela autoridade monetária do Brasil, e nenhum outro país pode impor fim ao sistema. O que os Estados Unidos podem fazer é impor sanções comerciais, o que deve fazer a partir de 1 de agosto.

Quem criou o Pix?

Embora tenha passado a atuar durante o governo de Jair Bolsonaro, não foi sua equipe que inventou o pagamento instantâneo. O Pix foi criado pelo Banco Central do Brasil em conjunto com analistas e técnicos, e servidores concursados da instituição.

No site oficial do Banco Central do Brasil, a instituição explica que viu a necessidade de criar e regulamentar esse novo arranjo de pagamento devido à digitalização do comércio eletrônico e à atual lacuna nos meios de pagamento.

Anny Malagolini é jornalista com ampla experiência em produção de conteúdo digital e SEO. Atuou em redações como Campo Grande News, Correio do Estado e Midiamax, faz a estratégia editorial do portal DCI, com foco em audiência orgânica e conteúdo de autoridade.