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(Matéria atualizada para correções de informações. Sandro Bonfim é superintendente de produtos da Brasilprev e não diretor, como informado anteriormente. A Brasilprev é uma parceria da BB Seguros (50,01% de capital ordinário) e da americana Principal (49,99% de capital ordinário), diferente dos percentuais informados anteriormente de 50% para as duas empresas. Segue a íntegra corrigida) 

Depois de um ano de 2018 considerado “complexo”, a Brasilprev – empresa líder do mercado em planos privados abertos VGBL e PGBL – acredita que 2019 será de retomada do crescimento, contando com o andamento da Reforma da Previdência Social.

“2018 foi um ano muito complexo, tivemos a greve dos caminhoneiros que impactou na atividade, a Copa do Mundo, e as eleições, e dentro desse conjunto de incertezas, até que foi um ano bom”, afirma o presidente da Brasilprev, Marco Barros.

“Há um sentimento positivo para 2019, o País precisará fazer as reformas. E, atentas a isso, as famílias vão complementar suas reservas. A perspectiva é de voltar a crescer, se não tivermos nenhum evento extraordinário externo [ou doméstico], 2019 será um ano robusto para a previdência aberta”, completa.

Líder do mercado com 30% de marketshare e patrimônio de R$ 254 bilhões em gestão e 1.9 milhão de clientes, a Brasilprev teve uma arrecadação de R$ 27 bilhões no acumulado deste exercício até outubro, 19% abaixo de igual período de 2017.

“Foi um crescimento de 10% [em patrimônio] até outubro. 2019 tende a ser melhor que 2018, mas não naquele ritmo muito forte de 2015 e 2016. E, com a aprovação da Reforma da Previdência, 2020 pode ser um ano muito bom”, acredita o superintendente de produtos da Brasilprev, Sandro Bonfim.

Inteligência Artificial

Entre as novidades divulgadas ontem, a Brasilprev anunciou sua ferramenta de comunicação SIL para interagir, informar, educar financeiramente e cativar clientes das novas gerações. “Temos um potencial muito grande entre os mais jovens, e no público de meia idade. Mas claro que ainda temos um público que prefere consultar o seu gerente na agência do Banco do Brasil”, conta Bonfim. A Brasilprev é uma parceria da BB Seguros (50,01% de capital ordinário) e da americana Principal (49,99% de capital ordinário).

Na mesma vertente, o presidente Marco Barros contou que o produto Brasilprev Fácil voltado para o público jovem e digital teve 40 mil novos planos desde agosto, quando foi lançado. “O Brasilprev Fácil teve ótima aceitação”, diz.

Bonfim completou que a estratégia mudou com as novas gerações, que antes havia muito trabalho para explicar o produto previdência aberta, e detalhar as diferenças tributárias do VGBL e do PGBL.

“Hoje, identifica-se o perfil [de risco] daquele cliente e se oferece uma solução. O importante é ele [o cliente] começar a previdência, depois por meio da ferramenta [do aplicativo] ele vai recebendo mais informações”, diferenciou o superintendente de produtos da Brasilprev.

Sobre o segmento de planos corporativos, em que as empresas bonificam ou incentivam planos para funcionários, Bonfim admitiu que o ano de 2018 não foi promissor. “No âmbito da Fenaprevi [Federação Nacional de Previdência Privada e Vida] estamos propondo a adesão automática aos planos corporativos”, diz.

Concorrência do fechado

Enquanto no sistema aberto, a discussão sobre a adesão automática está apenas começando, no sistema fechado – de fundos de pensão – essa bandeira é antiga, mas até o momento sem avanço junto aos reguladores (Previc e CNPC).

Por outro lado, a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar Fechada (Abrapp) conquistou alguns pleitos nos últimos dias: a aprovação do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica por plano pelo CNPC; a autorização para incluir parentes nos planos dada pelo CNPC; e a autorização da Previc para criar o PrevSonho, produto para atrair as novas gerações ao sistema fechado.