CRI é opção em renda fixa que devolve boa rentabilidade

O Certificado de Recebíveis Imobiliários pode ter sua remuneração atrelada a uma taxa de juros ou a um índice de inflação

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) pode ser uma opção de renda fixa com boa rentabilidade. Especialmente para os investidores que, acostumados com a segurança e os juros altos oferecidos anteriormente por esse segmento, hoje encontram dificuldades para conseguir investimentos que ao menos superem a inflação para a fatia do patrimônio que deve ser protegida.

Algumas aplicações de renda fixa bastante populares, como a poupança e os fundos DI, não têm cumprido o papel de proteção de patrimônio, pois a rentabilidade tem perdido da inflação, alerta Evaldo Perussolo, CFO do banco Bari. Mas ele aponta uma aplicação relativamente nova que desponta como opção em renda fixa, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). “Um pouco mais arriscada que as demais, mas com maior potencial de rentabilidade.”

CRI
CRI pode render mais que caderneta e fundo DI

Os CRIs surgiram em 1997 com a Lei nº 9.514/97, que criou a figura da securitizadora. Companhias de securitização passaram a emitir certificados (CRIs) lastreados em contratos de financiamento imobiliário. Títulos que, lançados no mercado, antecipavam a entrada de recursos que voltariam ao caixa dos bancos emprestadores apenas quando os detentores dos contratos, os mutuários, pagassem as prestações mensais.

Risco do CRI está ligado à liquidez do papel

A rentabilidade dos CRIs pode estar atrelada a uma taxa de juros ou a um índice de inflação. O mercado de CRIs está ganhando espaço, principalmente entre pequenos investidores. Um dos entraves para maior disseminação do certificado, de acordo com Perussolo, é a inexistência de um mercado secundário com alta liquidez.

Caso tenha necessidade dos recursos antes do prazo de resgate, o investidor em CRI precisará ir atrás de um comprador. Os prazos de resgate dos CRIs hoje disponíveis costumam ir de 2 a 10 anos, mas há CRIs com resgate em até 15 anos. Para aumentar a liquidez, algumas plataformas financeiras digitais começam a garantir a recompra ou mesmo ajudar na busca de um investidor interessado.

Os CRIs são investimentos de renda fixa que podem turbinar a carteira, desde que o investidor consiga casar o prazo de resgate com seus objetivos, orienta Perussolo. Nesse caso, pode ser uma boa estratégia para uma parcela da aposentadoria, a faculdade do filho ou até de uma viagem em planejamento para o médio ou longo prazo. Mas o dinheiro para emergências, ou seja, aquela reserva técnica que você pode precisar sacar a qualquer hora, deve ser direcionado para uma aplicação com liquidez diária, ainda que com baixa rentabilidade.

Outro ponto importante é entender que quem investe em um CRI está comprando um risco de crédito. Assim, vale a lógica das outras aplicações: quanto maior o risco, melhor o potencial de investimento.

Por isso, é sempre importante avaliar com cuidado o histórico da empresa que está captando o recurso (a devedora do papel) e também dos garantidores. Isso pode ser feito com a leitura atenta do termo de securitização e/ou prospecto da emissão, no qual constam o histórico do tomador dos recursos e seu rating (grau de risco) e as garantias atreladas ao papel, além de todas as informações necessárias ao investidor.

Perussolo lembra que os rendimentos obtidos com os CRIs são isentos de imposto de renda apenas para os investidores pessoa física.

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