Confira 6 dicas de finanças pessoais para freelancers

Para ter sucesso financeiro trabalhando como freelancer é necessário ter organização nas finanças pessoais. A possibilidade trabalhar por conta própria se alia às incertezas sobre o valor que será acumulado ao final de cada mês.

Para ter sucesso financeiro trabalhando como freelancer é necessário ter organização nas finanças pessoais. A possibilidade trabalhar por conta própria se alia às incertezas sobre o valor que será acumulado ao final de cada mês. Nesse sentido, conversamos com a consultora financeira Karoline Almeida e reunimos seis dicas para auxiliar nessa jornada.

1 – Nas finanças pessoais, anote os ganhos e despesas

O primeiro passa para ter um vida financeira organizada é anotar as receitas e despesas. Pode-se colocar esses valores em uma planilha, por exemplo. O importante é ter clareza nessas informações e utilizá-las quando necessário.

Sendo assim, deve-se colocar gastos fixos como contas de água, luz, aluguel, alimentação. Além de valores pagos com programas ou equipamentos utilizados para o trabalho. Dinheiro gasto em passeios ou compras adicionais também é preciso levar em conta.

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Ademais, deve-se inserir os ganhos com os projetos realizados. Ao ter esses itens em mãos, é possível ter maior nitidez quanto ao preço a se cobrar por esses trabalhos, o que nos leva à segunda dica.

2 – Calcule o valor da hora de trabalho

Conforme orientações de Almeida, para calcular o valor da hora de trabalho é necessário, primeiro, verificar o piso salarial da categoria. Em seguida, deve-se dividir o valor das despesas de um mês pela quantidade de dias trabalhados nesse mesmo período. Por fim, é preciso dividir o resultado pela quantidade de horas trabalhadas em um dia.

Com esse número é possível verificar se está de acordo com o mercado e definir de fato esse preço. Bem como, é importante pesquisar sobre o público alvo que se deseja destinar os trabalhos e a disposição dos clientes quanto o valor a ser pago.

Por exemplo, se um designer for contratado para produzir um site para uma empresa de pequeno porte o valor cobrado será abaixo do que se pediria à uma organização de médio porte. Assim como o tipo de projeto de design seria menos elaborado.

Pessoa segurando cifrão amarelo
Calcule o valor de sua hora de trabalho. Além de pesquisar sobre o público alvo e sobre os clientes. E acompanhar o mercado. (Freepik)

3 – Para manter segurança nas finanças pessoais, tenha uma reserva de emergência

Todo freelancer deve ter uma reserva de emergência. Isso se trata de um valor guardado para ser usado em situações de imprevisto. Normalmente o recomendado é guardar ao menos o equivalente à três meses de despesas. Todavia, no caso de quem é freela, é preciso ter quantias maiores disponíveis. Almeida indica montantes próximos à um ano de gastos, haja vista a maior instabilidade vivida por esses profissionais

4 – Considere se regularizar seu freelancer

Para ter maior efetividade ao fechar negócios e amparo no futuro, recomenda-se optar pela formalização. Ao pagar impostos e contribuir para a Previdência Social, se sai da informalidade. Uma das maneiras de fazer isso é se tornando um Microempreendedor Individual (MEI).

Entre as vantagens de ser MEI, está a obtenção de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o que possibilita a emissão de notas fiscais. Além disso, há o recolhimento mensal de um valor referente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Imposto sobre Serviços (ISS). Essa quantia está em torno de R$ 50.

Nesse sentido, para enquadrar-se como MEI é necessário ter faturamento anual de até R$ 81 mil, uma média de R$ 6.750 por mês. Há ainda categorias específicas que podem ser contempladas.

Freelancer trabalhando em casa, conversando ao telefone
A principio, considere se formalizar. Uma das opções é se tornar um MEI. Desse modo, é preciso ganhar até R$ 18 mil ao ano. (Freepik)

5 – Tenha várias formas de pagamento

Outro ponto relevante é se disponibilizar variados meios de pagamento ao cliente. Dessa forma, ter a opção de pagamento via boleto, depósito bancário e pelo aplicativo PicPay, por exemplo.

Também recomenda-se produzir termos descrevendo os serviços que serão prestados e solicitar, no contrato, metade do pagamento antes da realização da atividade. A fim de evitar possíveis calotes, os quais comprometem as finanças pessoais.

6 – Tente estabelecer uma renda fixa nas finanças pessoais

Apesar do freelancer receber por cada serviço concedido, pode conseguir um projeto à prazos mais longos. Como um contrato de um ano com uma empresa ou relacionamento com um cliente que solicite serviços parecidos a cada mês.

Por fim, uma fonte de renda fixa poderá trazer maior estabilidade às finanças pessoais.

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