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SÃO PAULO - Startup que oferece crédito em até 72 horas para vendedores que utilizam o e-commerce Mercado Livre, a Gyra+ já conta com aproximadamente 200 pedidos em seu site. Até o momento, essas solicitações estão em fase de análise, pois a plataforma começou suas operações neste mês.



Apenas vendedores que utilizam o Mercado Livre a mais de um ano podem pedir o empréstimo. Aquele que tiver cerca de mil operações anuais terá mais chance de adquirir o crédito.



Segundo um dos fundadores da fintech, Rodrigo Cabernite, não há um valor mínimo ou máximo para ser emprestado, mas disse que o tíquete médio do empréstimo é de R$ 30 mil. Em relação às taxas de juros, ele afirma que estão em paralelo com as linhas ofertadas no mercado financeiro brasileiro.



"Elas [taxa de juros] podem ser de aproximadamente 2,5% ao mês no mínimo e chegar até 6% no máximo, mas neste caso é mais raro de acontecer", explica Cabernite. Para chegar nesse limite dos juros, o cliente terá de representar um grande risco de inadimplência. A empresa nascente parcela o valor em até 12 vezes.



A empresa não traçou uma meta de concessões para este ano, mas Cabernite afirma que até o meio de 2018, o objetivo é ter emprestado R$ 20 milhões.



O presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), Mauricio Salvador, diz que o mercado on-line tende a crescer nos próximos anos no País. Por isso, destaca, os serviços prestados pelas fintechs têm tudo para alavancar ainda mais a expansão.



"Até cinco anos atrás, quatro bancos concentravam 80% das concessões on-line", lembra Cabernite, destacando que atualmente este cenário está pouco mais segmentado. "As fintechs, muitas vezes, podem oferecer serviços mais rápidos e baratos ou até serem intermediadoras entre banco e consumidor."



A Gyra+ segue o mesmo modelo do fundo de investimento argentino Mr Presta, que atua na Argentina e no México. Cabernite, ao lado de seu sócio, Sérgio Spieler, fundaram a empresa, em parceria com o fundo estrangeiro, para atuarem no Brasil.



Os empreendedores conhecem bem o mercado financeiro por já terem trabalhado em bancos de investimentos. O primeiro atuou no Standard Chartered Bank, enquanto o outro trabalhou no Goldman Sachs. Os fundadores detém 50% da empresa e a outra metade pertence ao Mr Presta.