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Sétimo colocado no ranking de fusões e aquisições, o setor de utilidades domésticas apresentou 5,51% do total de 98 compras e vendas de empresas concluídas neste ano no Brasil.

Entre os países que foram alvo de aquisições nesse segmento, o Brasil ficou em sexto lugar, com 4,95% dos negócios.

Em todo o planeta, foram registradas 101 compras e vendas de companhias de utilidades domésticas, ou 0,94% do total de 10.787 negócios. Essas transações tiveram valor total anunciado de US$ 11,7 bilhões, ou 1,24% do total de US$ 943,7 bilhões.

Um dos principais negócios foi a aquisição da fabricante americana de sabão Dial pela alemã Henkel, que tem operações no mercado brasileiro, por US$ 2,9 bilhões.

A América do Norte foi o destino da maior parte do volume de capital usado nas fusões e aquisições do setor, com 84,12% do total. Em segundo lugar, a Europa teve 14,94% dos investimentos, seguida pela Ásia, que recebeu uma parcela de 0,62% desse capital.

Todos os negócios que tiveram como foco a América Latina foram realizados no Brasil. Apesar disso, somente uma das cinco aquisições realizadas no País envolveu também uma companhia brasileira.

A Batil, que fabrica pincéis de barbear, foi vendida em agosto pela Tigre para a empresa Escovas Fidalga, numa transação que não teve o valor revelado.

Com a aquisição, a Fidalga pretendia retomar a produção na fábrica da Batil em Claros, no Paraná, mas sem deixar de focar sua linha de produtos femininos usados por profissionais de beleza.

Entre os sub-setores que mais realizaram aquisições de empresas no grupo de utensílios domésticos, o próprio segmento de utensílios domésticos ficou em primeiro lugar, com 40,59% dos negócios. Em segundo lugar, o setor financeiro teve 21,78%, e foi seguido pela indústria, que concluiu 7,92% das transações.