Perto de 50 empresas de criptoativos podem fechar no Reino Unido

Cerca de 50 empresas no Reino Unido, que negociam criptomoedas, correm o risco de ter de fechar por não cumprirem as regras anti-lavagem de dinheiro (AML)

Cerca de 50 empresas no Reino Unido que negociam criptomoedas correm o risco de ter de fechar por não cumprirem as regras antilavagem de dinheiro (AML) da Financial Conduct Authority (FCA), de acordo com informações do The Guardian. Na quinta-feira, 3, o órgão financeiro do Reino Unido mostrou preocupação com o fato de um número significativamente alto de empresas de criptoativos não estar atendendo aos padrões das regras antilavagem de dinheiro. Também observou um “número sem precedentes de empresas retirando seus pedidos”.

O Regime de Registros Temporários (TRR) foi estabelecido em dezembro de 2020 para permitir que as empresas registradas continuassem a negociar depois que o regulador se tornou AML e supervisor de financiamento contra terrorismo para empresas de criptoativos.

Reino Unido e as empresas que não cumprem a AML

A FCA prorrogou o prazo para criptomoedas se registrarem para o dia 31 de março de 2022. Mas desde então a estimativa é que apenas cinco empresas de criptoativos foram admitidas no registro formal da FCA e 90 empresas estão atualmente sendo avaliadas por meio do esquema TRR do regulador.   

A estimativa de 50 empresas também não é certa, pois, embora 51 firmas de criptoativos tenham retirado seus pedidos até agora, isso não significa que todas elas não possam corresponder aos requisitos da FCA, o que não necessariamente as obrigaria a fechar. Caso seja determinado o fechamento, as empresas de criptoativos cobertas que se recusarem a fechar, podem enfrentar multas ou ação legal pela FCA.

Regulação de criptomoedas aperta

A regulação das criptomoedas é um dos assuntos mais relevantes no mercado cripto no momento, principalmente depois que a China endureceu as regras no país. No Brasil, nesta semana, durante o Fórum Economia Digital, promovido pelo jornal Valor Econômico com patrocínio do Mercado Bitcoin, o tema regulação esteve presente. Segundo representantes do setor financeiro, os criptoativos são uma realidade e a regulação precisa ser discutida.

Durante o painel, João Manoel de Pinho Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, disse que a intenção é criar regras para o setor com a chamada regulação prudencial, já adotada por bancos e que minimiza os efeitos de uma possível falência de uma empresa no mercado.

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