Conheça os maiores investidores do Brasil

Muito trabalho, dedicação e um olho afiado para as oportunidades. Os grandes investidores do país têm tudo isso em comum. Veja agora quem são eles e se inspire em suas histórias.

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O mercado de ações pode ser desafiador, principalmente para quem está só começando. Mas o que não falta por aí é informação. O DCI, por exemplo, já montou um passo a passo para iniciantes e preparou um guia para te ajudar a investir com segurança. Agora, é hora de se inspirar e aprender com as histórias dos maiores investidores do Brasil.

 

Quem são os 5 maiores investidores do Brasil

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Imagem: Reprodução / Getty Images

 

Talvez você se pergunte qual é a importância de conhecer essas referências. E a resposta é simples. Quando você olha para a trajetória de sucesso de outras pessoas, pode avaliar não só sua carteira de ações, mas também compreender como funcionam suas estratégias e mentes.

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Por isso, reunimos neste artigo uma lista com os maiores investidores e contamos como eles se tornaram verdadeiros gênios do mundo dos investimentos.

 

Luiz Barsi – o grande investidor brasileiro

 

Você sabia que existe uma versão brasileira do lendário Warren Buffet? Pois é assim que muita gente se refere a Luiz Barsi.

A comparação não é à toa. Afinal, os dois seguem a estratégia do Value Investing. Ou seja, apostam em ações baratas, mas com potencial de valorização. Os dois ainda têm em comum o fato de levar um estilo de vida mais simples, sem exageros ou extravagâncias.

Barsi tem 81 anos e conquistou sua fortuna com muito trabalho e suor. Filho de uma lavadeira, sua primeira experiência profissional foi engraxando sapatos nas ruas de São Paulo. Aos 14, começou a trabalhar em uma corretora de valores. Dali em diante, sua vida mudou completamente, até se transformar em um dos maiores investidores do país.

Hoje, seu patrimônio chega aos R$ 2 bilhões. Para ele, que anda de metrô e não se importa com produtos caros, dinheiro serve para fazer mais dinheiro. Nos investimentos, seu foco está no longo prazo. Assim, explora setores perenes, como bancos e energia, e aguarda pelos dividendos ao longo do tempo. Sua carteira contém apenas 12 empresas e ele a mantém assim há muitos anos.

 

Lírio Parisotto – do campo para a bolsa de valores

 

O gaúcho Lírio Parisotto nasceu em uma família de agricultores. Aos 13 anos, deixou o campo para se tornar seminarista. Mais tarde se formou em medicina e, para pagar os estudos, trabalhou em diversas funções, até em um frigorífico. Eventualmente, criou sua própria empresa, a Videolar, pioneira na fabricação de videocassetes.

Mas ele não se contentou apenas com o sucesso nos negócios. Dessa forma, começou a investir em ações. Viveu dois grandes fracassos na área, no entanto, foi resiliente, decidiu aprender mais sobre o mercado e se reergueu. Hoje, mesmo com uma carteira enxuta, é um dos maiores investidores brasileiros. Em 2018, a revista Forbes avaliou sua fortuna em US$ 1,6 bilhão.

Parisotto, assim como Luiz Barsi, adota uma estratégia de longo prazo. Ele investe em empresas que pagam bons dividendos e segura os papéis por muito tempo. Ele costuma dizer, inclusive, que compra ações para casar. Além disso, para ele a bolsa de valores não é um mistério. Com relação aos riscos, acredita que o mercado de ações não é mais incerto que abrir o próprio negócio.

 

Victor Adler – a estratégia de um grande investidor

 

Victor Adler, que nasceu em 1946 no Rio de Janeiro, formou-se em direito. Mas foi graças ao mercado de ações que conquistou sua fortuna. Hoje, ele é não só um dos maiores investidores nacionais, como também um dos principais acionistas da Eternit.

Aliás, Adler, Barsi e Parisotto somaram juntos um terço das ações ordinárias da fabricante de telhas em 2019. Curiosamente, essa foi a empresa que mais pagou dividendos no Brasil ao longo dos últimos anos.

Entretanto, diferente de seus colegas bilionários, Adler gosta de diversificar sua carteira. Nesse sentido, anunciou, no ano passado, que elevou sua participação na companhia de telefonia Oi para 5,3%.

Esse grande investidor detesta investimentos em renda fixa e também não demonstra interesse pelo mercado imobiliário, alegando, principalmente, a baixa liquidez dos imóveis.

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Imagem: Reprodução / Pinterest

 

Luiz Alves Paes de Barros – um investidor arrojado

 

Formado em economia, Luiz Alves Paes de Barros aprendeu cedo a superar o fracasso e os desafios. Isso porque vem de uma família tradicional de usineiros que perdeu toda a sua fortuna.

Aos 16 anos, decidiu comprar ações do Comind, banco dos grandes lavradores paulistas. A partir daí, viveu uma trajetória bem-sucedida e tornou-se, sem dúvida, um dos maiores investidores da bolsa de valores brasileira.

Luiz Alves é famoso por sua posição como co-fundador e sócio do fundo de investimento Alaska Black. O primeiro grande acerto do grupo foi a compra de papéis da Magazine Luiza, na época considerada uma empresa de alto potencial, mas com risco elevado. O movimento ousado valeu a pena, já que o valor investido se multiplicou por 5 em 2017.

A história, aliás, indica o perfil de Alves: um estrategista arrojado que gosta de comprar ações de empresas ainda em fase de crescimento. Ele está sempre de olho em boas oportunidades, mesmo que isso signifique, por vezes, contrariar o mercado.

Aos 72 anos, Alves aposta também no fundo Poland, uma carteira pessoal que gerencia com a mulher e o filho. De acordo com o jornal Valor Econômico, seu patrimônio era de quase R$ 2 bilhões em 2017.

 

Guilherme Affonso Ferreira – aposta na “lista de desejos’

 

Para terminar nossa lista dos maiores investidores nacionais, vamos falar então de Guilherme Affonso Ferreira.

Filho de um antigo colaborador da Caterpillar, fabricante de máquinas e veículos pesados, formou-se em engenharia de produção.

No universo das ações, ele decidiu investir em empresas que tivessem um ciclo diferente do negócio principal. Uma de suas maiores jogadas foi a compra de papéis do Unibanco, ainda na década de 1980. Naquele período, todo o setor bancário vivia uma forte crise.

Ferreira queria, no entanto, apostar em um banco médio com boa administração. Seguiu seu instinto (e estratégia) e, como resultado, viu as ações subirem cerca de 70% ao ano. Em dólares.

Sua tática de investimento é simples. Em primeiro lugar, ele elabora uma “lista de desejos” com iniciativas que fariam as empresas aumentarem o seu valor de mercado. Quanto menor a lista, mais justo o preço da ação. É assim que ele consegue comprar papéis abaixo do valor de mercado. O movimento vem dando certo e, assim, ele aumenta cada vez mais sua fortuna.

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