Em 1 ano, Bolsonaro tem recorde de pedidos de impeachment

Jair Bolsonaro lidera pedidos de impeachment recebidos por um presidente em 1 ano; veja a lista de pedidos dos últimos presidentes do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) encerrará 2020 como o presidente que mais foi alvejado com pedidos de impeachment durante um único ano desde a redemocratização. Só em 2020, o presidente foi o objeto de 51 solicitações protocolados na Câmara dos Deputados.

Vale ressaltar que quem decide se o pedido terá andamento ou não é o presidente da Casa.

Veja os pedidos de impeachment dos ex-presidentes do Brasil

  • Fernando Collor (PRN) – 24 pedidos de impeachment (1990 – 1992)
  • Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – 24 pedidos (1995-2003)
  • Luis Inácio Lula da Silva (PT) – 37 pedidos em todo o mandato (2004-2010)
  • Dilma Roussef (PT) – teve 68 pedidos em todo o mandato (2011 – 2016)
  • Michel Temer (MDB) – 23 pedidos em todo o mandato (2016 – 2018)
  • Jair Bolsonaro (sem partido) – 51 pedidos de impeachment em dois anos de mandato 

Rejeição de Bolsonaro

Bolsonaro segue sendo o presidente com pior avaliação e os pedidos de impeachment recebidos por ele em 2020 deixam claro essa rejeição.  Desde a redemocratização, em 1985, Bolsonaro está a frente de todos os ex-presidentes eleitos e rejeitados no país.

No estado de São Paulo, a rejeição é de 50%, ante 48% da pesquisa anterior realizada nos dias 9 e 10 de novembro pelo Datafolha.  A aprovação do presidente também teve queda, passando de 25% para 23%.

No Rio de Janeiro, a rejeição passou de 41% para 42% e a aprovação cai de 34% para 28%. Também no Rio, o presidente é mais bem avaliado por quem tem mais de 60 anos, com 34% de aprovação e rejeitado pelos mais ricos, 61% e jovens 60%.

Pesquisa CNI-Ibope feita no começo de dezembro, registrou que Bolsonaro tem menos apoios em cidades grandes e sua popularidade só se mantém estável em cidades com até 50 mil habitantes.

Sudeste e Nordeste reúnem a maior parcela descontente com Bolsonaro – 36% e 34%, respectivamente. Em ambas as regiões, 55% não confiam no presidente.

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