Como ganhar silicone pelo SUS? Veja as regras e quem tem direito

O implante de silicone está em primeiro lugar na lista de cirurgias plásticas realizadas pelas mulheres brasileiras. A busca pelo procedimento no SUS pode causar muitas dúvidas. Entenda as restrições e quem pode ganhar a cirurgia de graça.

Nem todo mundo sabe, mas o Sistema Público de Saúde pode fornecer cirurgias plásticas. Entre a lista de procedimentos que se enquadram nesse quesito, o implante de silicone, ou também aumento de mama, está entre o principal deles, podendo ser realizado gratuitamente pelo SUS.

Em primeiro lugar no ranking de procedimentos cirúrgicos mais populares entre as mulheres brasileiras, segundo apontou a Pesquisa Global realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o implante de próteses mamárias registrou 1.841.098 cirurgias somente no ano de 2018 no Brasil, de acordo com o levantamento mais recente.

No entanto, para realizar o implante de silicone pelo SUS, é preciso preencher uma série de requisitos, definidos pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e o Ministério da Saúde desde 2012.

Imagem mostra adereços cirurgicos
(Foto: Pexels/Reprodução)

Como ganhar silicone pelo SUS?

Na medicina, existem duas definições para a cirurgia plástica, sendo elas: cirurgia estética ou reparadora. No caso do implante de silicone, o SUS, cobre apenas os casos de cirurgia reparadora. Para isso, quem procura o sistema público para realizar o procedimento deve se enquadrar em nos casos em que o SUS considera necessidade média. A pura vontade estética de “melhorar a aparência”, não é atendida. Confira abaixo quando a colocação de próteses mamárias de silicone, sem custo pelo SUS, são aceitas:

Câncer de mama

O SUS cobre o implante de silicone em casos de câncer de mama, em que a paciente precisou retirar a mama. A regra faz parte de um projeto de lei aprovado em 28 de abril de 2013, que garante assistência médica as mulheres que tiveram tumor nos seios. Portanto, a cirurgia mais comum custeada pelo SUS é a reconstrução mamária. As mulheres que precisam retirar o seio devido ao câncer, têm direito à prótese gratuita.

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Em 2012, representantes do governo e de sociedades médicas definiram que todas as usuárias do SUS que possuíssem implante mamário de silicone das marcas PIP ou Rofil, e que apresentassem sinal ou confirmação de ruptura da (s) prótese (s), poderia procurar o sistema público de saúde para assistência, e também, troca do implante caso necessário.

Violência doméstica

Mulheres vítimas de violência doméstica também possuem seus direitos garantidos pelo Sistema de Saúde Pública. Em ocorrência de lesão nas próteses mamárias, elas podem procurar pelo atendimento do SUS e solicitar cirurgias reconstrutoras se necessário. Nesses casos, cada mulher é avaliada e passa por exames, que podem detectar a necessidade ou não da reparação. A parte psicológica também é levanta em conta.

Reparação

Apesar de quase sempre as cirurgias plásticas estarem ligadas a causas estéticas, elas também vão além da busca pelo padrão de beleza imposto pela sociedade. Algumas situações, elas podem transformar vidas de pessoas que sofrem com condições especiais, fazendo com o bem-estar físico e psíquico seja abalado. Nesses casos, as opções gratuitas também valem.  É o caso de quem tem deformidades de nascença, ou traumas físicos e psicológicos, alterações do desenvolvimento, passou por acidentes.

Além do implante de silicone, o SUS cobre outras cirurgias

Além do implante de silicone, o SUS cobre outros procedimentos cirúrgicos de reparação. Estes também envolve estética, de certa forma. Mas como citado anteriormente, o/a paciente deve provar que a cirurgia se enquadra no caso de reparação e necessidade médica.  Confira abaixo outras cirurgias realizadas pelo SUS:

  • Gigantomastia (mamas que ultrapassam volumes convencionas e causam problemas de saúde)
  • Otoplastia (reparação nas orelas)
  • Fenda palatina (problema genético relacionados a deformação na região da boca e do nariz)
  • Abdominoplastia (retirada do excesso de pele e gordura localizada)

Para informações mais detalhadas ligue para o Disque Saúde pelo telefone 136 ou, em caso de violência doméstica, ligue para a Central de Atendimento à Mulher no 180.**

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