Plantas medicinais e fitoterápicos disponíveis pelo SUS

Desde 2006, a rede pública de saúde do Brasil investe nos benefícios das ervas medicinais e facilita o acesso da população a tratamentos terapêuticos naturais.

O Sistema Único de Saúde (SUS) vem abrindo cada vez mais espaço aos tratamentos da medicina alternativa. É o caso de terapias como meditação e yoga, acupuntura e aromaterapia. Além disso, o Ministério da Saúde também vem ampliando o acesso dos pacientes a medicamentos à base de plantas medicinais e fitoterápicos.

De acordo com o Ministério da Saúde, os benefícios dos tratamentos naturais são reconhecidos no mundo inteiro por sua relevância na prevenção, promoção e recuperação da saúde. Assim, nesse contexto, o governo federal publicou, em 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Dois anos depois, foi aprovado o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que detalha as diretrizes da política em forma de ações concretas.

O objetivo da regulamentação é garantir não apenas o acesso seguro da população às plantas medicinais e fitoterápicos, como também assegurar o uso racional desses recursos. Além disso, promove o uso sustentável da biodiversidade e o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional.

Desde então, os pacientes da rede pública contam com tratamentos e abordagens de cuidado integral por meio de práticas alternativas. Atualmente, mais de 2 mil Unidades Básicas de Saúde disponibilizam produtos naturais no país. Já o serviço de fitoterapia é praticado por 1.457 equipes de saúde.

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Segundo o portal do Ministério da Saúde, o Brasil é referência mundial na área de práticas integrativas e complementares no sistema público.

 

Qual a diferença entre plantas medicinais e fitoterápicos?

plantas medicinais e fitoterápicos
Imagem: reprodução / Pinterest

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define as plantas medicinais como espécies vegetais que apresentam, em sua composição, substâncias com ação terapêutica ou que podem atuar como precursoras na síntese de medicamentos. Assim, são utilizadas para tratar sintomas ou prevenir doenças.

Por outro lado, o fitoterápico é o resultado da transformação das propriedades de uma erva medicinal em medicamento. Ou seja, ao invés de utilizar a planta in natura, a fitoterapia fornece produtos farmacêuticos, como comprimidos, extratos, óleos e cremes, por exemplo.

O processo de industrialização desses compostos elimina a contaminação por micro-organismos e também padroniza a quantidade e a forma do medicamento, o que possibilita maior segurança de uso. Por isso, todos os fitoterápicos industrializados são regularizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de serem disponibilizados no mercado.

As plantas medicinais e fitoterápicos são importantes para uma infinidade de situações, entre elas auxílio no tratamento de infecções e inflamações, alívio de dores e controle da pressão arterial.

 

Medicamentos naturais oferecidos pelo SUS

 

A rede do SUS oferece uma lista com plantas medicinais e fitoterápicos que podem ser indicados para os mais variados tratamentos de saúde. Há opções, por exemplo, para uso ginecológico, queimaduras, gastrite e úlcera.

O controle dos produtos à base de ervas medicinais é feito pela Anvisa e pelas Vigilâncias Sanitárias Municipais e Estaduais. Já a recomendação dos medicamentos fica a cargo dos profissionais de saúde, ponto importante de se ressaltar, visto que eles podem causar reações adversas como intoxicação, irritações, inchaços e até sintomas mais graves se não forem prescritos e consumidos corretamente.

 

Plantas medicinais aprovadas pela ANVISA

chá de camomila
Imagem: reprodução / Pinterest

Confira 5 ervas medicinais indicadas na rede pública de saúde e seus benefícios. Você encontra a lista completa do Ministério da Saúde aqui.

Camomila: bastante popular como planta medicinal e fitoterápico, a camomila é famosa não só por seus benefícios à saúde, mas também pelo sabor delicado. O chá de camomila ajuda a reduzir a ansiedade e tem efeito calmante. Além disso, é indicada em casos de má digestão e enjoos, e também alivia as cólicas menstruais e promove sensação de bem-estar.

Babosa: conhecida também como Aloe vera, essa planta medicinal é utilizada, principalmente, no tratamento de doenças de pele como psoríase e queimaduras, e na cicatrização de machucados. Também tem ação anti-inflamatória e alivia coceiras e erupções cutâneas provocadas por alergias.

Açafrão-da-terra: também chamado de cúrcuma, o açafrão é muito utilizado como planta medicinal e fitoterápico devido à sua poderosa ação anti-inflamatória e antioxidante. É um grande aliado no tratamento de sintomas da artrite, entre eles a rigidez matinal, o inchaço e a dor.

Alecrim: muito utilizado na culinária, o alecrim melhora o sistema nervoso e dá uma ajudinha às funções cerebrais, principalmente em relação à memória, concentração e raciocínio. Pode ser indicado também em casos de ansiedade e depressão. Por fim, colabora com o processo de digestão.

Boldo: apesar de sua origem Chilena, essa talvez seja uma das ervas mais comuns nos lares brasileiros. É muito usada para cuidar de problemas do fígado e do estômago. O alcaloide boldina é a substância do boldo responsável por auxiliar no processo de digestão, acalmando os incômodos da queimação e azia.

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