Qual máscara usar para se proteger da 2ª onda de covid-19?

Especialistas indicam que é melhor usar os equipamentos profissionais, como a N95 ou PFF-2, contudo, elas são mais caras.

Com a segunda onda da pandemia da COVID-19 chegando, uma velha dúvida ressurge, qual máscara usar, a de pano ou as cirúrgicas? Na Europa, muitos países recomendam que a população use apenas máscaras cirúrgicas, como a N95. Na Alemanha, o  uso das máscaras profissionais se tornou obrigatório. Especialistas do Brasil também aconselham que a população tome cuidado com as proteções de tecido e feitas em casa, pois muitas podem não filtrar as gotículas de maneira adequada. Confira como escolher a melhor opção para se proteger.

As informações são do UOL.

Máscaras de tecido – Qual máscara usar?

A máscara de tecido tem um potencial de proteção bom, contudo, vai depender do material utilizado para sua fabricação. Alguns tecidos não têm uma filtragem de partículas tão boa, por isso, podem reduzir a proteção que a máscara deve oferecer. Por exemplo, algumas pessoas usam camisetas ou bandanas para cobrir o rosto, contudo, esse método não é eficaz e não filtra o ar de maneira correta.

Vitor Mori, pós-doutorando na Universidade de Vermont e membro do Observatório COVID-19, explicou ai UOL, que a máscara também deve ser usada adequadamente para cumprir sua função. Caso ela não cubra boca e nariz ou esteja frouxa, ela vai perdendo sua proteção. Além disso, a orientação é que elas sejam feitas com três tecidos. As camadas interna e intermediária devem ser de algodão.

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Foto: Pexels
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Máscaras profissionais – Qual máscara usar?

As máscaras profissionais, padrão N95 ou PFF-2 são as mais recomendadas e consideradas seguras por especialistas, filtram cerca de 95% do ar. Contudo, elas tendem a ser mais caras. Um modelo pode chegar a custar até R$100. Enquanto é possível encontrar as de tecido por R$10 nos comércios. Por isso, uma parcela significativa da população brasileira não consegue ter acesso aos equipamentos de segurança mais confiáveis. Contudo, Mori, afirma que a N95 ou PFF-2 não são descartáveis, devendo ser reutilizadas, principalmente, para que não falte para os profissionais da saúde.

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“O que eu tenho falado para as pessoas é: tente usar com muita parcimônia, reutilizar o máximo que der. Troque só o elástico se precisar trocar só o elástico. É uma situação muito complicada, porque não tem orientação do governo, está cada um por si”, afirma Mori.

Na Alemanha, o governo tem financiado as máscaras para pessoas com mais de 60 anos ou com doenças crônicas. No Brasil, não há expectativa de que as autoridades façam algo parecido.

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Máscara N95 (Foto: Reprodução)

Como testar a qualidade?

Caso você vá comprar máscaras de tecido, é importante testar sua qualidade antes para garantir sua proteção individual e coletiva. Uma dica de especialistas é colocar a máscara contra a luz, caso seja possível enxergar do outro lado da malha, a máscara não é segura. Outra técnica consiste em tentar apagar uma vela usando a máscara, se você conseguir, quer dizer que ela também não é eficaz na proteção e filtração do ar. Mas independente de qual máscara você escolhas usar, tecido ou profissional, é importante que usar corretamente, cobrindo a boca e o nariz, toda vez que sair de casa e evite tirar enquanto estiver na rua. A indicação também é usar a máscara por até quatro horas e trocar por uma limpa.

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