Aprenda a criar um modelo de currículo que chame atenção

Devido às incertezas colocadas pela crise, resiliência é uma competência essencial na conquista por emprego, aponta especialista

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Encontrar um modelo de currículo é o primeiro passo para procura por emprego, mas as perspectivas não são animadoras no país, a crise do novo coronavírus aumentou a taxa de desemprego que já estava alta. Ainda assim, há vagas sendo ofertadas. 

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) no trimestre encerrado em maio deste ano o país contava 12,7 milhões de pessoas desempregadas. Posto que, a população desalentada, que deixou de procurar emprego por entender que não há possibilidade de ser contratada, chegou a 5,4 milhões, um recorde da série histórica. 

Para a especialista em gestão de pessoas Lucélia Ourique, a crise expôs a falta de preparação de muitos brasileiros, tanto em competências técnicas quanto emocionais. As quais estão sendo cada vez mais exigidas. Lucélia é dona da Ourique Consultoria e comanda o Papo de RH, encontros que pretendem abordar assuntos da área de forma descontraída. Em entrevista, ela explica como escrever um currículo ideal. “Se percebe que o profissional não está preparado ou faz muito tempo que está fora do mercado através do currículo” diz. 

Como deve ser o modelo de currículo ?

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O currículo deve ter cabeçalho, área de atuação, formação acadêmica, experiência profissional e cursos complementares/idiomas. 

Cabeçalho 

No cabeçalho é preciso conter as seguintes informações: 

  • Nome
  • Telefone
  • Endereço
  • Conta do Linkedin

Não é preciso colocar foto, estado civil e se têm ou não filhos. 

Objetivo profissional ou área de atuação?

Escrever currículo: área de atuação
Escrever currículo: área de atuação (Nappy)

Ourique afirma que muitos se confundem ao escrever o objetivo profissional ou resumo de qualificações, por isso o texto pode acabar não agregando ao currículo e não interessa ao recrutador. “Neste momento o mercado pede mais pessoas generalistas do que especialista” diz. 

A consultora sugere que ao invés disso o profissional coloque sua área de atuação, uma ou duas palavras-chave bastam para a descrição. São as áreas que o profissional tem mais domínio e experiência. Conforme exemplos: 

  • Administrativo/financeiro
  • Marketing/comunicação

Formação acadêmica 

Nessa parte do currículo é preciso escrever as formações, das mais recentes para as mais antigas. Não é necessário colocar ensino médio completo, em caso de já ter graduação. Segundo Lucélia Ourique, os cursos técnicos devem ser descritos em caso de conformidade com a área de formação. 

Experiência profissional

Neste item é preciso colocar os locais que já trabalhou. Indicar nome da empresa, mês e ano da entrada e saída, além do cargo exercido. De fato, a descrição das atividades é uma parte importante. A consultora sugere que a pessoa escreva detalhadamente todas as atividades exercidas e depois faça um resumo, com frases e itens, para inserir ao documento. Ela explica que esses itens devem ser iniciados com verbos, por exemplo “acompanhamento, apoio, auxílio nas atividades administrativas (…) palavras que vão definir aqui que você fez”. 

Cursos complementares/idiomas

Escrever currículo: cursos complementares
Cursos complementares (Pixabay)

Aqui vão os conhecimentos extras. No caso de ferramentas como Word e Excel, não é necessário escrever cada uma delas, apenas indicar “Pacote Office” e o nível de entendimento. Conforme exemplo: 

  • Pacote Office, intermediário

Em relação ao idiomas, Ourique explica que só se deve colocar em caso de real domínio da língua ou em caso de estudo atual.

Qual o melhor tamanho do currículo?

Lucélia Ourique diz que o currículo deve ter no máximo duas páginas. Exceto se a pessoa for executiva e ter uma vasta experiência, quando são consideradas três páginas. O cenário é de poucas vagas e alta procura, então um currículo conciso e bem escrito é preferível. 

Erros comuns – modelo de currículo

Ao escrever o currículo é necessário tomar cuidado com a gramática, com os erros de português. A especialista diz que se depara com vários documentos com incorreções, de pessoas com e sem experiência. Por isso é importante realizar uma revisão.  

Ainda no âmbito da linguagem, notam-se descrições escritas na primeira pessoa. Tal forma não é profissional. 

Outro erro comum é colocar a data de nascimento, CPF e RG no texto. Esses itens não são necessários. Além disso, cursos desatualizados também não devem ser inseridos. 

LinkedIn

Rede social

LinkedIn é uma rede social focada em relações profissionais. Ourique diz que é importante ter uma conta nesta plataforma, manter o perfil atualizado e realizar interações. Afirma que a rede tem sido e continuará sendo “um currículo virtual”. Há inclusive vagas em que é possível se candidatar diretamente pelo aplicativo e que não exigem envio de currículo. Ademais, a consultora aponta a necessidade de os dois estarem em conformidade.

Outras dicas para o modelo de currículo

Optar por um layout simples para o modelo de currículo é o recomendado, “menos é mais” brinca Lucélia. Usar palavras-chave da área de atuação também é uma dica. 

Ela chama atenção para o empenho em preparação nesse período, para quem está no mercado e principalmente para quem não está. Já que “o que tem feito durante a pandemia?” e uma das perguntas ditas nas atuais entrevistas de emprego. Para obter maior conhecimento, cursos online e gratuitos são válidos. É preciso que o profissional mantenha-se atualizado na sua área. Investir tempo na saúde emocional também é indicado pela consultora.

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