Imposto de importação zerado: qual o impacto no preço da energia solar?

Governo brasileiro zerou o imposto de importação sobre equipamentos de geração de energia solar até o final de 2021. Dado o novo padrão de cambio internacional, saiba qual o impacto esperado sobre os preços finais das soluções de energia solar distribuída.

O governo brasileiro zerou,  até o final de 2021, os impostos de importação de diversos equipamentos de geração de energia solar. Essa medida pode fazer a diferença para o setor que sofre com a forte desvalorização cambial do real frente ao dólar e com as graves incertezas da crise econômica. Saiba o que esperar do preço final da energia solar nos próximos meses.

 

Qual o impacto no preço final da energia solar?

Uma análise de sensibilidade sobre a estrutura de custos de uma instalação fotovoltaica pode nos auxiliar a entender o impacto no preço final. Claramente, uma análise definitiva exige considerar os níveis de estoque de equipamentos e as condições de oferta e demanda durante o período de isolamento. No entanto, a análise joga luz sobre a direção que os preços devem seguir nos próximos meses.

Vamos considerar uma instalação fotovoltaica para uma residência típica. Analisando as mais de 160mil instalações residenciais locais, observamos um tamanho médio de cerca de 6kW de capacidade instalada no telhado das residências. Os principais componentes para geração solar, notadamente os módulos fotovoltaicos e os inversores, são em sua maioria provenientes de importações da China. Além disso, esses componentes respondem por cerca de 60% do preço final.

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Desde o início do ano, tivemos uma desvalorização cambial de cerca de 30%, com pico de quase 47% em maio de 2020. Isso gerou uma pressão de aumento de 26% nos custos do kit solar e de cerca de 16% no preço final da instalação. Ou seja, o preço final de uma instalação fotovoltaica residencial típica saltava de R$ 27.4 mil para R$ 31.8 mil, somente devido ao aumento dos itens importados.

A medida que elimina a cobrança do imposto de importação dos equipamentos reduz essa pressão inflacionária. Os impostos de importação para módulos solares são de 12%, enquanto os inversores pagam tarifas de 14%. Uma avaliação inicial sugere que a medida reduz a pressão de aumento, mas não a elimina. A mesma instalação fotovoltaica típica deve passar agora para um preço final de cerca de R$ 29,3 mil.

Claramente, a definição do preço final ao consumidor será definida pelas condições de oferta e demanda de mercado, assim como, pelo poder de barganha entre consumidores e instaladores. Um cenário provável é que o benefício da redução tributária seja dividido entre preços menores para o consumidor e reconstituição de margem para os instaladores.

 

Outros impactos na cadeia de valor da energia solar

  • Empresas nacionais de equipamentos solares: serão ainda mais pressionadas pela maior competitividade dos produtos importados. A vantagem de custos dos importados será ainda maior a partir de agosto de 2020, quando passa a valer a nova medida de isenção do imposto de importação.
  • Fazendas e usinas de maior porte: serão beneficiadas pelos componentes adicionais isentos que possibilitam ganhos de escala e eficiência, por exemplo: (1) “trackers”, que permitem que os painéis da usina acompanhem o movimento do sol ao longo do dia para maximizar a produção, (2) módulos solares bifaciais e (3) inversores trifásicos.
  • Consumidores-produtores rurais: também foram isentas do imposto de importação bombas para líquidos usadas em sistemas de irrigação movidos com energia solar, que pode impulsionar a demanda pela energia solar na área rural.

Outras alternativas para adesão à energia solar

A SUNWISE, empresa especializada em fazendas solares, acredita que essas medidas são importantes para incentivar a adoção da energia solar em suas mais variadas formas e modelos. O potencial de expansão nas próximas décadas é enorme. Atualmente pouco menos de 2% da capacidade em operação do país é proveniente de fonte solar. Com o intuito de democratizar o acesso à energia solar, a SUNWISE oferece a modalidade de fazendas solares compartilhadas no estado de Minas Gerais. Dessa forma se uma familia não dispõe dos quase R$ 30mil reais para investir em uma instalação fotovoltaica, ou prefere investir esse recurso em seu próprio negócio, ela pode agora alugar uma fração da fazenda solar. Com isso, essa familia reduz seu gasto com energia elétrica, sem investimento, sem risco operacional e ainda contribui para o meio ambiente.

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