Entenda porque a Honda suspendeu a produção em Manaus

A fabricante Honda Brasil, anunciou nesta sexta (22) a paralisação de produção da sua fábrica em Manaus, capital amazonense. A crise de Covid-19 que afeta a cidade foi o motivo da decisão.

A montadora de automóveis e motocicletas, Honda, divulgou nesta sexta-feira, dia 22 de janeiro, que o complexo de Manaus irá paralisar temporariamente sua produção de motos em virtude da pandemia da Covid-19, que levou a capital amazonense a maior crise do país nos últimos tempos.

De acordo com a fabricante, a pandemia ocasionou falta de insumos para a produção, e por isso, a empresa irá pausar suas produções a partir da próxima segunda-feira, dia 25 de janeiro, até o dia 3 de fevereiro. A retomada da fabricante deve acontecer a no dia 4 de fevereiro, mas somente se as circunstâncias estiverem melhores, segundo informou através do comunicado oficial.

A Honda prometeu que não deixará os funcionários de Manaus desamparados. Durante o período de paralisação, os funcionários das áreas administrativas e produtivas entrarão em férias coletivas, “permanecendo um contingente mínimo de pessoas para a realização de atividades essenciais”, acrescentou a nota.

Imagem mostra complexo da Honda em Manaus
(Foto: Honda Brasil/Divulgação)

Honda em Manaus

A fabricante japonesa de automóveis e motocicletas é uma das maiores no Brasil. Em Manaus, a empresa abriu a primeira fábrica ainda na década de 1960, e desde lá empregou diversos setores, sendo então uma das principais fontes econômicas e de desenvolvimento na região.

Hoje, o maior complexo fabril é em Manaus, com cerca de 7.000 funcionários. Há apenas de dois anos, a fabricante teve um investimento de R$ 500 milhões  para modernizar a produção. Segundo apontou a revista EXAME, atualmente a marca japonesa é líder absoluta em motos no país, com  80% de participação de mercado.

Situação de Manaus com a Covid-19

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avião da FAB
FAB inicia transporte de pacientes de Manaus (AM) para outras cidades (Foto: Divulgação/Força Áerea Brasileira)

Até esta quinta-feira, dia 21 de janeiro, o estado do Amazonas registrou  mais de 6 mil óbitos em virtude da Covid-19. O mês de janeiro já bateu recorde de internações pela doença na região.  Em Manaus a situação é mais crítica, já que nas últimas semanas, os leitos hospitalares sofreram com a falta de oxigênio e insumos.

Em lockdown, o comércio está proibido até o dia 31 de janeiro, entretanto, as fabricantes e montadoras não foram afetadas com a decisão. Todo o estado também está com toque de recolher de 19h às 6h.

Além do colapso causado no sistema de saúde de Manaus pela falta de cilindros de oxigênio, o estado também sofre com o “sumiço” das doses de vacina CoronaVac. Os municípios do Amazonas receberam 282.320 doses da vacina, 26 mil a mais que o previsto, porém apenas 221.593 mil foram distribuídas. O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), doou 50 mil doses do imunizante fabricado pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac, para o estado, ou seja, o Amazonas teria um total de 332 mil doses da vacina, mas que não foram distribuídas.

Relação com a saída da Ford

Cerca de 5 mil funcionários foram impactados no Brasil e na Argentina, com a saída da montadora Ford, anunciada no dia 11 de janeiro. Entretanto, o encerramento da empresa não teve ligação com a crise de Covid-19, como a Honda. A Ford anunciou o fim da produção de carros e o fechamento de algumas de suas fábricas, nas cidades de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE).

Em nota, a companhia disse que a decisão de suspender a fabricação de automóveis no país é uma das medidas do plano de foco em produtos lucrativos para margem corporativa EBIT de 8%, a fim de gerar “fluxo sustentável de caixa” para a empresa. A partir de agora, a Ford irá oferecer produtos importados “de alto valor agregado”, “conectados” e “cada vez mais eletrificados”.

A Ford estava no Brasill desde 1919. A empresa também alegou que a decisão de colocar um fim na produção de carros no país faz parta da “reestruturação global”.

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