Acordo de Paris: entenda como a volta dos EUA pode impactar o Brasil

Em uma das suas primeiras ações como presidente dos EUA, Joe Biden assinou a recolação do país no Acordo de Paris. Entenda como isso poderá influenciar o governo de Bolsonaro.

Não demorou muito para que Joe Biden tomasse a sua primeira medida como 46º presidente dos EUA. O democrata que foi eleito em 2020 vencendo Donald Trump (Republicanos), tomou posse na última quarta-feira, dia 20 de janeiro, e já assinou alguns papéis. Entre eles, a recolocação dos EUA no Acordo de Paris. Com isso, o presidente que mal chegou à Casa Branca deu o recado de como será seu governo: um intenso combate contra as ameaças das mudanças climáticas no mundo pelos próximos anos.

O que é o Acordo de Paris?

Marcada como primeira ação de Biden, o Acordo de Paris ficou sob os holofotes. Mas afinal de contas, o que é este acordo? Ele foi criado em 2015, quando acontecia a COP 21, Conferência das Partes (COP) da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima, em Paris.

O Acordo de Paris nasceu quando 195 países assinaram um acordo prometendo reduzir as emissões de gases de efeito estufa e assim, reduzir o aquecimento global. Tal medida entrou em vigor e se tornou uma lei internacional no dia 5 de outubro de 2016, quando 55 países ratificaram o tratado.  Atualmente, 168 países já ratificaram o Acordo, entre eles os EUA.

Efeito estufa

O que deve mudar para o Brasil?

Não é de hoje que as decisões dos EUA possuem uma forte influência para o Brasil e para os demais países ao redor do mundo. Com as novas propostas de Biden, incluindo a de voltar para o Acordo de Paris, o governo Bolsonaro assumidamente pró-Trump, deverá bater de frente com essas questões ambientais.

Quando o Acordo de Paris foi criado em 2015, o Brasil foi um dos países que se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 37% é 2025, estendendo essa meta para 43% até 2030. O protagonismo do país na Cúpula da Ambição Climática foi de ladeira abaixo com o governo de Bolsonaro.

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Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, declarou no final de 2020 que “condicionou a meta de neutralidade” na emissão de gases do efeito estufa até 2060.

A decisão de deixar o Acordo de Paris

Desde que assumiu a presidência dos EUA, Donald Trump prometeu retirar o país do Acordo de Paris após longas negociações do ex-presidente Barack Obama. O processo movimentado por Trump teve início em 2017, ainda em seu primeiro ano de mandato, mas só pode ser finalizado oficialmente em novembro de 2020.

A medida polêmica de Trump não agradou os ambientalistas, e colocou os Estados Unidos em uma posição de país que não poderia se comprometer com as mudanças climáticas. Em 2018 Trump surpreendeu ao dizer com todas as letras que não acreditava no fenômeno do aquecimento global.

Mas os dados de 2017 fornecidos pelo Centro Comum de Pesquisa da Comissão Europeia e da Agência Holandesa de Avaliação Ambiental (PBL), mostraram que  China e os EUA são um dos maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa. De acordo com a pesquisa, os países são responsáveis por mais de 40% do total global de emissões.

O novo rumo dos EUA

Joe Biden reverterá várias políticas Trump
Imagem: Reprodução / Pixabay

Com a chegada de Joe Biden na Casa Branca, o rumo dos Estados Unidos quando se trata de questões ambientais deve mudar radicalmente. Isso porque diferentemente de Trump, Bien reconhece o aquecimento global e os danosos efeitos sob o planeta terra, derretendo geleiras e contribuindo para a extinção de animais que vivem nestas regiões.

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Como prova disso, Biden prometeu zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2050. A medida faz parte da lista de promessas compartilhadas pelo novo presidente.  Chamado de “Plano de Energia Limpa”, Biden afirmou que pretende investir cerca de 2 trilhões de dólares.

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