Um dos primeiros grandes eventos astronômicos de 2026 é o eclipse solar anular que ocorrerá nesta terça-feira, dia 17 de fevereiro. A única ressalva, porém, é que, estatisticamente, é muito improvável que você veja isso. Este eclipse solar anular, também conhecido como eclipse do “anel de fogo”, só é totalmente visível na Antártida, mas existem outras regiões do mundo onde um eclipse solar parcial será visível. Vai dar para ver do Brasil?
Que horas vai ser o eclipse?
Infelizmente, o fenômeno não poderá ser visto do Brasil. O eclipse será totalmente visível apenas na Antártida. Algumas regiões vizinhas no Hemisfério Sul poderão observar um eclipse parcial, mas, para os brasileiros, a única forma de acompanhar será através de transmissões ao vivo. A NASA e outras agências fornecerão transmissões ao vivo do eclipse a partir da Antártida, permitindo que o público global assista ao evento remotamente.
Para quem pretende acompanhar as transmissões online ou as atualizações em tempo real, estes são os marcos principais do evento:
- 06h56: Início do eclipse parcial no primeiro ponto do planeta.
- 08h42: Início da fase anular (formação do anel).
- 09h12: Máximo do eclipse (o ápice do “anel de fogo”).
- 11h27: Encerramento do evento.
Um eclipse solar anular ocorre quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol , mas está longe demais da Terra para cobrir completamente o disco solar. A Lua, aparentemente menor, deixa visível um anel externo brilhante do Sol, frequentemente chamado de “anel de fogo”, no momento do eclipse máximo.
Segundo o astrônomo Thiago Gonçalves, professor da UFRJ, em entrevista para a CNN, o efeito é explicado pela geometria do alinhamento. Nesse tipo de eclipse, a Lua está próxima do apogeu, o ponto mais distante de sua órbita, o que faz com que seu diâmetro aparente seja menor que o do Sol.
A segurança, como sempre, é primordial. Olhar diretamente para o sol, mesmo durante um eclipse, é perigoso sem a proteção adequada. A Associated Press alerta que os óculos para eclipse devem estar em conformidade com as normas ISO 12312-2 para bloquear os raios ultravioleta nocivos e quase toda a luz visível. Óculos de sol e binóculos não são suficientes. Alternativas criativas incluem o uso de um projetor de orifício ou o uso de uma peneira ou ralador de queijo para projetar imagens seguras do eclipse no chão. Para quem assiste online, é claro, nenhuma dessas precauções é necessária.
Para quem se interessa por astrologia, o eclipse de 17 de fevereiro tem um significado adicional. De acordo com o EarthSky e o Times of India, ele ocorrerá no signo de Aquário, sob a Nakshatra Dhanishtha, com o Sol, a Lua, Rahu, Mercúrio e Vênus alinhados em Aquário. A astrologia tradicional considera essas conjunções — particularmente a combinação de Rahu e o Sol — como desfavoráveis, embora os astrônomos modernos se concentrem na grandiosidade científica e visual do evento.