Eleições dos EUA: Facebook e Twitter adotam medidas contra fake news

Redes Sociais estão rotulando com mensagens de atenção sobre quem compartilha conteúdo considerado fake news durante a votação nas eleições dos EUA. Motivo seria a ameaça de Donald Trump se considerar vencedor antes do resultado final.

As redes sociais, Facebook e Twitter anunciaram medidas nesta terça-feira (3), dia das eleições dos EUA, para conter a desinformação e fake news diante de notícias sobre a vitória dos candidatos antes da apuração oficial. Os aplicativos das empresas de Mark Zuckeberg, Facebook e Instagram, terão destaque no topo com informações sobre as eleições.

O Facebook anunciou que se algum dos candidatos ou equipes anunciarem a vitória antes do resultado final das eleições dos EUA, um selo abaixo da publicação vai dizer que “os votos estão sendo contados” e que o vencedor ainda não foi anunciado. Segundo as redes, publicações deste tipo serão removidas.

Já no Twitter, um selo parecido poderá ser encontrado em caso de tweets trazendo o mesmo conteúdo. Podem ser vistos os dizeres: “fontes oficiais anunciaram um resultado diferente” ou que “as autoridades ainda não oficializaram o resultado” quando um tuíte for publicado.  Os avisos podem aparecer nas contas oficiais dos dois candidatos às eleições dos EUA, em contas com mais de 100 mil seguidores ou em publicações com nível alto de engajamento.

A rede social afirmou ainda que conteúdos de postagens que incitem a interferência nas eleições, encorajando ações violentas serão apagadas.

Facebook e Twitter rotulam post de Trump na véspera das eleições dos EUA

Na última segunda-feira (2), um alerta feito pelo Facebook e Twitter em publicações de Donald Trump mexeu com os internautas na véspera das eleições dos EUA.  O post em questão era sobre uma decisão da Suprema Corte a respeito de uma possível fraude em votação por correio no Estado da Pensilvânia levaria a uma fraude generalizada seria “muito perigosa”. O Twitter ocultou a publicação colocando um aviso de que o post poderia ser “enganoso” e “questionável”, além de impedir que outros usuários compartilhassem a postagem.

Já o Facebook manteve o compartilhamento, mas se isentou da responsabilidade pelo conteúdo e agregou a informação de que o voto pelo correio não possui histórico de fraude desde que foi permitido a modalidade. O Facebook também rotulou um vídeo da Fox News publicado por Trump no qual ele falou sobre fraudes na Pensilvânia com a mesma mensagem.

Eleições dos EUA: Facebook e Twitter adotam medidas contra fake news
Foto: Reprodução
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