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Papa Francisco diz que “Pagamento de impostos é um dever do cidadão”

"O pagamento de impostos é um dever do cidadão. Ao mesmo tempo, é necessário afirmar a primazia de Deus na vida e na história humana, respeitando o direito de Deus ao que lhe pertence", disse Papa Francisco, líder da Igreja Católica.

Escrito por Anny Malagolini
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Pope Francis celebrates Mass in St. Peter's Basilica at the Vatican, Sunday, May 31, 2020. Francis celebrates a Pentecost Mass in St. Peter's Basilica on Sunday, albeit without members of the public in attendance. He will then go to his studio window to recite his blessing at noon to the crowds below. The Vatican says police will ensure the faithful gathered in the piazza keep an appropriate distance apart. (Remo Casilli/Pool Photo via AP)

O papa Francisco afirmou neste domingo, dia 18 de outubro,  que as pessoas não devem deixar de pagar os impostos, assim como não devem desrespeitar leis “justas” definidas pelos Estados. A declaração foi feita durante a oração do Angelus, feita desde a janela do Palácio Apostólico.

“O pagamento de impostos é um dever do cidadão. Ao mesmo tempo, é necessário afirmar a primazia de Deus na vida e na história humana, respeitando o direito de Deus ao que lhe pertence”, disse o líder da Igreja Católica.

O pontífice dirigiu-se aos fiéis que acompanhavam as suas palavras da Praça de São Pedro, comentando o Evangelho e a passagem na qual Jesus de Nazaré é perguntado pelos detratores se era lícito prestar tributo a César.

“Devolvei o que é de César a César e a Deus o que é de Deus”, disse papa Francisco.

“Jesus, conhece a malícia e sai da armadilha. Pede-lhes que mostrem a moeda do imposto, ele a toma em suas mãos e pergunta: de quem é esta imagem impressa. Eles respondem que é de César, ou seja, do Imperador. Então Jesus responde: “Devolvei o que é de César a César e a Deus o que é de Deus”, disse Papa Francisco.

“Por um lado, ele reconhece que o imposto a César deve ser pago, porque a imagem na moeda é sua; mas, acima de tudo, ele lembra que cada pessoa traz dentro de si uma outra imagem, a de Deus, e por isso é a Ele, e somente a Ele, que todos estão endividados com a sua própria existência”, completou.

Após a oração do Angelus, o papa dirigiu palavras de apoio para os 18 tripulantes dos pesqueiros italianos retidos na Líbia desde 2 de setembro, por supostamente estarem sem permissão em águas territoriais do país do Norte de África.

O pontífice garantiu também que ora pelas negociações internacionais que visam pacificar o território líbio, em conflito desde a queda do ditador Muammar al-Gaddafi em 2011.

“Irmãos e irmãs, chegou a hora de acabar com todas as formas de hostilidade e promover um diálogo que leve à paz, estabilidade e unidade no país”, afirmou o papa.

Anny Malagolini é jornalista com ampla experiência em produção de conteúdo digital e SEO. Atuou em redações como Campo Grande News, Correio do Estado e Midiamax, faz a estratégia editorial do portal DCI, com foco em audiência orgânica e conteúdo de autoridade.