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Roubo de Mona Lisa a joias: os maiores assaltos no Museu do Louvre

O Museu, conhecido por sua vasta coleção de arte e história, foi palco de vários roubos e perdas ao longo do ano

Escrito por Anny Malagolini
Publicado em
assaltos no Museu do Louvre
Foto: Daniel Ferreira-Leites Ciccarino de DanFLCreativo

O mundialmente famoso Museu do Louvre, em Paris, foi fechado no domingo, dia 19 de outubro de 2025, após um roubo de joias. Mas essa não foi a primeira ocorrência no local, famoso por seu vasto acervo de arte e história. A galeria já foi palco de diversos roubos e perdas ao longo dos anos. Aqui estão alguns dos principais episódios:

O roubo da Mona Lisa em 1911

Em 21 de agosto de 1911, Vincenzo Peruggia, um faz-tudo italiano, roubou o quadro da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, do Louvre. Disfarçado de funcionário do museu, ele se escondeu durante a noite e removeu a pintura na manhã seguinte. O roubo passou despercebido até o dia seguinte, e a obra foi recuperada em 1913, quando ele tentou vendê-la em Florença, na Itália.

Mona Lisa vandalizada

Em 1956, a Mona Lisa sobreviveu a dois ataques: um com uma lâmina de barbear e outro quando um boliviano atirou uma pedra, causando pequenos danos facilmente reparados.

No ano de 1974, durante uma exposição em Tóquio, uma mulher entrou no museu carregando tinta spray vermelha e borrifou o vidro que envolvia a pintura. Graças à proteção, a obra de arte saiu ilesa.

Depois em 2009, uma mulher russa quebrou uma xícara de chá contra a Mona Lisa em protesto após ter sua cidadania francesa negada. O vidro protetor evitou danos.

Em 2022, um homem cobriu a Mona Lisa com bolo em um protesto contra as mudanças climáticas. A obra permaneceu intacta.

No ano passado, ativistas ambientais jogaram sopa no vidro à prova de balas que protege a Mona Lisa como forma de protesto sobre agricultura sustentável. A pintura não foi danificada.

Roubo durante a Segunda Guerra Mundial

Durante a ocupação alemã da França na Segunda Guerra Mundial, as obras de arte do Louvre correram o risco de roubo. Sob a direção de Jacques Jaujard, muitas peças foram evacuadas e escondidas. Apesar desses esforços, algumas obras foram apreendidas pelos nazistas. Após a guerra, houve esforços para recuperar e devolver as peças saqueadas. Os itens recuperados são marcados com “MNR” (Musées Nationaux Récupération) para rastrear a restituição.

O roubo de A Onda, de Courbet, em 1971

Em 1971, a pintura A Onda, de Gustave Courbet, foi roubada do Louvre. O crime foi cometido por ladrões profissionais, e a pintura nunca foi recuperada. Seu desaparecimento permanece um mistério.

O desaparecimento da natureza-morta de Chardin

Uma pintura de natureza-morta do século XVIII, de Jean-Baptiste-Siméon Chardin, desapareceu do Louvre em circunstâncias pouco claras.

Tentativa de roubo em 1983

Em 1983, ladrões tentaram roubar A Liberdade Guiando o Povo, de Eugène Delacroix, uma obra-prima que retrata a Revolução Francesa de 1830. A quadrilha foi capturada antes de escapar, e a pintura saiu ilesa.

Roubo de armaduras em 1983

Duas peças renascentistas, sendo um capacete e uma couraça milaneses ornamentados, doadas pela família Rothschild em 1922, foram roubadas em 1983. O Louvre as recuperou quase 40 anos depois, em 2021, após um especialista militar em Bordeaux identificar os itens.

Anny Malagolini é jornalista com ampla experiência em produção de conteúdo digital e SEO. Atuou em redações como Campo Grande News, Correio do Estado e Midiamax, faz a estratégia editorial do portal DCI, com foco em audiência orgânica e conteúdo de autoridade.