Quem é Steve Bannon, ex-braço direito de Donald Trump?

Steve Bannon virou manchete ao redor do mundo após ser preso sob a acusação de desviar US$ 1 milhão. O americano possui laços com diversos líderes da direita ao redor do mundo, mas você sabe quem ele é?

Steve Bannon virou manchete ao redor do mundo após ser preso sob a acusação de desviar US$ 1 milhão. O americano possui laços com diversos líderes da direita ao redor do mundo, mas você sabe quem ele é?

Entenda quem é Steve Bannon através dos pontos separados pelo DCI abaixo.

Quem é Steve Bannon? Qual sua trajetória antes de Donald Trump?

Antes de conquistar sua fama como braço direito de Donald Trump, Steve Bannon trabalhou com outras áreas. Sua carreira começou na Marinha, onde trabalhou por quatro anos. Aos 27 anos de idade, Bannon já possuía o cargo tenente ligado a assuntos do Pentágono.

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Após a passagem, dedicou-se a um MBA pela Universidade Harvard e foi trabalhar na Goldman Sachs, empresa ligada à área de investimentos. Conquistando dinheiro e respeito, decidiu mudar de área novamente e dedicou-se ao financiamento de mídia. Curiosamente, ele foi um dos principais apoiadores do lançamento da série de comédia Seinfeld.

Nessa etapa de sua carreira, começou a ser mais ativo politicamente e produziu documentários sobre Ronald Reagan (ex-presidente dos EUA) e Sarah Palin.

Certamente, um ponto crucial para seu envolvimento com Donald Trump foi a sua união com Andrew Breitbart, criador de um site de notícias “pró-liberal”. Quando Breitbart morreu em 2012, Steve Bannon assumiu seu posto de chefia do Breitbart News e tornou o site “a plataforma da direita alternativa”.

Especula-se que nessa época Steve Bannon aproximou-se de Donald Trump, mas a ligação oficial entre os dois só ocorreu em 2016, quando Bannon foi chamado para atuar como estrategista da campanha presidencial.

Foi estrategista da campanha de Donald Trump em 2016

Steve Bannon e Donald Trump durante evento
Donald Trump e Steve Bannon durante evento em época eleitoral nos EUA. Fonte: Evan Vucci/AP

O nome de Steve Bannon chegou aos holofotes internacionais ao ligar-se com Donald Trump para sua campanha presidencial em 2016. Os dois americanos se aproximaram por conta de suas visões ideológicas voltadas à ala da direita. Segundo veículos internacionais, Bannon esteve por trás de diversos ideais importantes da política de Trump. A campanha “America First”, que fortaleceu o sentimento americano contra imigração, e a retiradas dos Estados Unidos do acordo climático de Paris são exemplos do impacto do americano preso .

Embora fosse importante para Trump, a relação entre os dois rapidamente se desgastou. Segundo a BBC, o relacionamento de Bannon com Trump amargou em agosto de 2017, após uma série de lutas pelo poder entre o estrategista e Jared Kushner, genro de Donald Trump e um de seus principais conselheiros. Além disso, o atual presidente americano também estava cansado de vazamentos de informações à imprensa e de Steve Bannon pegando crédito por sua eleição. 

Porém, dois anos depois, em agosto de 2019, Donald Trump demonstrou ter feito pazes com Bannon afirmando que ele é “um de seus melhores pupilos” e “ainda um grande fã de Trump”.

O que há por trás da prisão de Steve Bannon?

Steve Bannon foi preso enquanto velejava em um iate de luxo na costa de Connecticut, nos Estados Unidos. Segundo informações da CNN americana, Bannon e outros três estão sendo acusados de desviar dinheiro de uma campanha de financiamento coletivo para apoiar a construção de uma muralha entre a fronteira dos EUA com o México. Aparentemente, o ex-parceiro de Donald Trump é responsável pelo desvio de centenas de milhares de dólares.

Sobre sua prisão, Steve Bannon afirmou que “todo esse fiasco serve para parar o Povo que quer construir o muro”. Após apresentar-se à Corte, o símbolo da direita americana foi liberado após pagar uma fiança de US$ 5 milhões. Certamente um valor baixo para quem foi preso em um iate avaliado em US$ 28 milhões.

Um grande articulador da extrema-direita mundial

Após seu sucesso em ajudar Donald Trump nas Eleições de 2016, Steve Bannon começou a aproximar-se de outros líderes de extrema-direita ao redor do mundo. Sua maneira de fazer isso foi fundando o The Movement, uma organização com o objetivo de espalhar o populismo pelo mundo.

A fundação do movimento de Bannon aconteceu em um momento em que diversas potências mundiais viram a ascensão de candidatos ligados à direita serem eleitos. No ano passado, um de seus assessores afirmou que um lançamento mundial do The Movement ocorreria em Bruxelas, mas o evento não pôde ocorrer por questões logísticas. Certamente, a prisão de Bannon atrasará quaisquer planos de lançamento em um futuro próximo.

“O primeiro grande evento de populismo”, como foi chamado por um de seus organizadores, reuniria grande políticos da direita como Matteo Salvini (Itália), Marine Le Pen (França), Viktor Orban (Hungria) e até Eduardo Bolsonaro, “aliado-chave” do The Movement na América do Sul. 

Steve Bannon e a Família Bolsonaro

Steve Bannon em foto com Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro já se encontrou diversas vezes com Steve Bannon. Fonte: Reprodução/Twitter

Além da aproximação entre Steve Bannon e Eduardo Bolsonaro para o funcionamento do The Movement na América do Sul, sabe-se que o ex-estrategista de Trump ajudou Jair Bolsonaro em sua eleição. 

Em agosto de 2018, ano das eleições presidenciais no Brasil, Eduardo Bolsonaro explicou o apoio do estrategista americano ao atual presidente do país. “Bannon se colocou à disposição para ajudar. Isso, obviamente, não inclui nada de financeiro. A gente deixou isso bem claro, tanto eu quanto ele. O suporte é dica de internet, de repente uma análise, interpretar dados, essas coisas”, afirmou o filho de Jair Bolsonaro na ocasião. Além do apoio pro bono, Bannon foi um dos principais articuladores para a seleção de Eduardo Bolsonaro como embaixador do Brasil nos Estados Unidos, mas o apoio não foi suficiente.

Durante uma entrevista à Reuters, o então mentor da Família Bolsonaro rasgou elogios ao atual presidente do Brasil e disse que “o capitão Bolsonaro é um grande líder para seu país neste momento histórico. Inegavelmente, a relação entre a família Bolsonaro e Bannon se esfriará agora.

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