Branco no Réveillon: saiba porque usamos a cor como tradição

2021 está logo ali e as tradições estão a todo vapor. Uma delas, é usar uma peça com a cor branca na virada. Conheça a história.

Na virada de ano muitas pessoas têm uma tradição especial para trazer boa sorte. Seja pular sete ondinhas no mar, ou comer lentilha, todo mundo adere a alguma coisa em que acredita ser bom. Uma delas é o look da virada, que a maioria adere à cor branca. Mas, por que usamos o Branco no Réveillon? Muitos diriam que significa paz, mas vai muito além. Veja como a tradição começou

O que significa usar branco no Réveillon?

Muitas pessoas aderem a tradição de usar uma peça de cor branca para celebrar a chegada do ano novo. Mas, não pensem que é só para por causa da simbologia de paz que as pessoas usam. O branco é um clássico das festas de réveillon, seja um vestido longo, curto, uma blusinha ou até mesmo um acessório mais íntimo é escolhido. Homens, mulheres e crianças: todos usam branco para a celebração. 

Mas, esse costume que temos aqui, não é seguido em outros países. Isso porque, no Brasil, temos uma grande tradição herdada das religiões de matrizes africanas, como o Candomblé e Umbanda, que costumam usar branco em certos rituais. Seja como for, os supersticiosos não deixam de usar o look branco no último dia do ano. O branco simboliza a paz, na tradição, muitos utilizavam a cor como símbolo de purificação, espiritualidade e para homenagear Iemanjá na virada do ano.

Símbolo da Paz

Para muitos, usar branco no réveillon significa paz, amor, calma e pureza o resto do ano. A cor transmite alegrias, afasta as energias negativas e eleva as vibrações espirituais. Algumas pessoas ainda dizem que a roupa precisa ser nova para que traga novas energias para o próximo ano. O branco  se tornou figurino de Ano Novo brasileiro nos anos 1970, quando o ritual foi exportado para o Rio de Janeiro, onde a praia de Copacabana já era a maior festa do Réveillon.

Em uma publicação do portal UOL, a astróloga e estudiosa de religiões Virginia Gaia, de São Paulo, explica: “Usamos a cor em rituais em que queremos rebater energias. Por isso, relacionamos uma coisa à outra.”

Tribos africanas

O branco tem influência africana: em meados dos anos 70, praticantes do candomblé tinham o costume de comemorar a passagem do ano na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, todos de trajes de vestido branco e oferecendo flores para Iemanjá, a rainha dos mares, segundo a cultura afro. O costume logo foi atraindo mais pessoas nos anos seguintes, tornando uma tradição realizada em diversas praias no Brasil.

Para o UOL, o jornalista Bruno Acioli, nascido e criado em um terreiro e fundador do Projeto Umbanda diz: “O Brasil é um país multicultural e multireligioso. A gente aprende desde criança que tudo bem ir à missa de domingo e também tomar passe de uma benzedeira. Tem a ver com a nossa ancestralidade”.

Sobre Iemanjá – rainha do mar 

“O culto de Iemanjá foi trazido para o Brasil pelos povos de origem iorubá, em fins do século XVIII até quase metade do século XIX. Na África, Iemanjá é divindade das águas doces, cultuada à beira do Rio Ogum. No Brasil, o culto transferiu-se para o mar, visto que rios e cachoeiras foram atribuídos a Oxum”.

A principal festa brasileira em homenagem a Iemanjá acontece no dia 2 de fevereiro em Salvador (BA), mas as celebrações em sua homenagem também ocorrem em 15 de agosto, 8 de dezembro e 31 de dezembro.

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