Dia 9 de julho é feriado em quais cidades em 2026?
Feriado é em homenagem à Revolução Constitucionalista.

O dia 9 de julho relembra a Revolução Constitucionalista de 1932, movimento armado iniciado em São Paulo contra o governo de Getúlio Vargas. A data é feriado estadual em São Paulo e, em 2026, cairá em uma quinta-feira, o que pode abrir espaço para emenda em algumas empresas e repartições.
Em quais cidades o dia 9 de julho é feriado?
O feriado de 9 de julho vale para todo o Estado de São Paulo. Isso significa que a data é feriado nas 645 cidades paulistas, incluindo a capital, Campinas, Santos, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Sorocaba, São Bernardo do Campo e todos os demais municípios do estado.
Apesar de a Revolução Constitucionalista também ter contado com a participação de combatentes de outras regiões, como Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, o feriado não é nacional. A data é considerada a “data magna” paulista e, por isso, é celebrada oficialmente apenas em São Paulo.
Em 2026, o dia 9 de julho será uma quinta-feira. Como se trata de feriado estadual, a possibilidade de emenda na sexta-feira dependerá de cada empresa, escola, órgão público ou prefeitura. Ou seja, o dia 10 de julho não é automaticamente feriado. O 9 de julho foi oficializado como feriado civil no Estado de São Paulo pela Lei Estadual nº 9.497, de 5 de março de 1997. A norma definiu a data como a comemoração da Revolução Constitucionalista de 1932.
A criação do feriado estadual se apoia na Lei Federal nº 9.093, de 12 de setembro de 1995, sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Essa lei permite que cada estado brasileiro tenha uma data magna definida em lei estadual como feriado civil.
No caso de São Paulo, a data escolhida foi justamente 9 de julho, em referência ao início do movimento constitucionalista.
Por que 9 de julho é feriado em São Paulo?
O feriado de 9 de julho marca o início da Revolução Constitucionalista de 1932, também conhecida como Guerra Paulista. O movimento teve como principal objetivo pressionar o governo de Getúlio Vargas pela convocação de uma nova Constituição para o Brasil.
Na época, Vargas governava o país após a Revolução de 1930, sem uma Constituição em vigor e com interventores nomeados nos estados. Em São Paulo, cresceu a insatisfação com a centralização do poder e com a perda de autonomia política. A reivindicação dos paulistas era a retomada da ordem constitucional e de eleições.
A revolta começou oficialmente em 9 de julho de 1932 e mobilizou milhares de voluntários. Embora o movimento tenhga sido derrotado militarmente meses depois, ele ficou marcado como um dos episódios mais importantes da história paulista e como o último grande conflito armado ocorrido no Brasil.
Um dos símbolos mais lembrados da Revolução Constitucionalista é a sigla MMDC. Ela faz referência a Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, quatro jovens mortos em 23 de maio de 1932 durante confrontos em São Paulo.
A morte dos estudantes ajudou a intensificar a mobilização popular contra o governo Vargas e se tornou um dos marcos do movimento constitucionalista. Por isso, a sigla MMDC aparece até hoje em nomes de ruas, praças e instituições no Estado de São Paulo.
A Avenida 23 de Maio, uma das principais vias da capital paulista, também faz referência a esse episódio. A data é lembrada como um dos momentos que antecederam a deflagração da revolução em 9 de julho.
Outro símbolo importante da Revolução Constitucionalista é o Mausoléu aos Heróis de 1932, conhecido como Obelisco do Ibirapuera. O monumento fica em frente ao Parque Ibirapuera, na Avenida Pedro Álvares Cabral, em São Paulo.
O local guarda os restos mortais de combatentes da revolução, incluindo os jovens lembrados pela sigla MMDC. Com cerca de 72 metros de altura, o Obelisco é um dos monumentos mais conhecidos da capital paulista e um dos principais pontos de memória sobre o movimento de 1932.
O monumento foi projetado pelo escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili, e sua construção teve participação do engenheiro Ulrich Edler.
Assim, o feriado de 9 de julho não é apenas uma pausa no calendário paulista. A data relembra um dos episódios mais marcantes da história de São Paulo e a luta pela retomada de uma Constituição no Brasil.
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