Agenda econômica da semana tem decisão da Selic e juros nos EUA

Veja agenda econômica de 15 a 19 de junho

A agenda econômica da semana promete concentrar as atenções de investidores, empresas e consumidores. Entre os dias 15 e 19 de junho, o mercado acompanhará decisões de juros no Brasil e no exterior, com destaque para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que define o novo patamar da taxa Selic, e para o encontro do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

No Brasil, a Selic está atualmente em 14,50% ao ano, após o corte anunciado pelo Banco Central na reunião de abril. A nova decisão será divulgada na quarta-feira, 17 de junho, ao fim do segundo dia de reunião do Copom. O calendário oficial do Banco Central prevê encontros em 16 e 17 de junho, 4 e 5 de agosto, 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro.

A dúvida do mercado é se haverá espaço para mais um corte nos juros ou se o Banco Central adotará uma postura de maior cautela, diante das expectativas de inflação, do câmbio, do cenário fiscal e das incertezas externas. Juros elevados ajudam a conter a inflação, mas também encarecem o crédito, dificultam financiamentos e reduzem o ritmo da atividade econômica.

Decisão da Selic é o principal evento no Brasil

A reunião do Copom de junho é o principal compromisso da agenda doméstica. A taxa Selic serve de referência para empréstimos, financiamentos, aplicações em renda fixa e para o custo de captação de empresas e bancos.

Quando a Selic cai, o crédito tende a ficar mais barato com o tempo, embora esse efeito não seja imediato para o consumidor. Por outro lado, investimentos conservadores, como Tesouro Selic, CDBs pós-fixados e fundos DI, passam a render menos.

Antes da decisão, o mercado também acompanha indicadores que ajudam a medir a força da economia. Entre eles estão o Boletim Focus, que reúne as projeções de analistas para inflação, PIB, câmbio e juros, e o IBC-Br, considerado uma espécie de prévia do desempenho da atividade econômica.

A decisão da Selic não mexe apenas com investidores. Ela também influencia o orçamento das famílias. Com juros altos, o custo do cartão de crédito, do cheque especial, dos empréstimos pessoais e dos financiamentos tende a permanecer elevado. Para empresas, o crédito mais caro pode adiar investimentos, contratações e expansão.

Por outro lado, uma Selic alta favorece aplicações de renda fixa, especialmente produtos atrelados ao CDI. Por isso, a decisão do Copom é acompanhada tanto por quem investe quanto por quem pretende contratar crédito.

Fed também decide juros nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve realiza sua reunião de política monetária nos dias 16 e 17 de junho. O encontro ganha peso porque os juros americanos influenciam o fluxo global de dinheiro, o dólar, a bolsa e os mercados emergentes, como o Brasil. O calendário oficial do Fed confirma a reunião de junho e indica que ela será acompanhada de novas projeções econômicas.

Se o Fed mantiver juros elevados por mais tempo, investimentos em dólar ficam mais atraentes e países emergentes podem enfrentar maior pressão cambial. Já uma sinalização de corte nos Estados Unidos tende a aliviar parte dessa pressão e pode favorecer moedas como o real.

Além da decisão de juros, investidores ficarão atentos ao comunicado do FOMC, às projeções econômicas e à entrevista coletiva após o anúncio. O tom usado pelo banco central americano pode indicar se há espaço para cortes ainda em 2026 ou se a autoridade monetária seguirá mais dura no combate à inflação.

Agenda econômica da semana

Segunda-feira, 15 de junho: a semana começa com a divulgação do Boletim Focus no Brasil. O relatório é acompanhado de perto porque mostra como bancos, gestoras e consultorias projetam inflação, PIB, câmbio e Selic para os próximos meses. No exterior, também entram no radar dados de atividade industrial nos Estados Unidos, além de indicadores da China e da zona do euro.

Terça-feira, 16 de junho: na terça, o mercado acompanha dados do varejo brasileiro e indicadores de inflação. No exterior, a atenção se divide entre o Banco do Japão, números da economia europeia e dados do setor imobiliário americano.

Quarta-feira, 17 de junho: a quarta-feira será o dia mais importante da agenda. No Brasil, o Banco Central divulga o IBC-Br e, no fim do dia, a decisão da taxa Selic. Nos Estados Unidos, o Fed anuncia sua decisão de juros, publica o comunicado do FOMC e apresenta novas projeções econômicas.

Quinta-feira, 18 de junho: a quinta-feira será marcada por novas decisões de política monetária no exterior, incluindo Banco da Inglaterra e Banco Nacional da Suíça. Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de seguro-desemprego ajudam a medir a força do mercado de trabalho.

Sexta-feira, 19 de junho: a sexta tende a ter menor liquidez internacional por causa do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos. Mesmo assim, investidores acompanham indicadores de inflação e varejo no exterior, além de relatórios sobre posições de grandes investidores em moedas, commodities e índices acionários.

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