Anvisa manda recolher lote de água mineral Crystal após detectar bactéria; veja se o produto está na sua casa
Medida atinge mais de 370 mil garrafas distribuídas em quatro estados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira, dia 3 de junho, o recolhimento de um lote da água mineral Crystal sem gás após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. Além do recolhimento, a agência suspendeu imediatamente a venda, distribuição e consumo das unidades afetadas.
A medida envolve um lote específico de garrafas de 500 ml produzido pela empresa Mineração Bom Jesus, em Luziânia (GO). Segundo a Anvisa, a contaminação foi constatada durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal e posteriormente confirmada por análises laboratoriais e testes de contraprova.
O lote afetado é identificado no rótulo pelo código LZ1 VAL200127 3 P 200126, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027.
Quais garrafas da água Crystal foram recolhidas?
De acordo com informações apresentadas à Anvisa, o lote reúne cerca de 374,4 mil garrafas de 500 ml que foram distribuídas principalmente no Distrito Federal, além de cidades de Goiás, Tocantins e municípios do interior de São Paulo.
A fabricante informou que iniciou o recolhimento preventivo logo após a identificação do problema e que aproximadamente 99% das unidades já foram retiradas dos pontos de venda.
A orientação da Anvisa é: quem possui garrafas pertencentes ao lote afetado não deve consumir o produto. A recomendação é verificar as informações impressas no rótulo e procurar os canais de atendimento da fabricante para solicitar troca ou reembolso.
Segundo a empresa responsável pelo envase, os consumidores podem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor para receber orientações sobre devolução das unidades e ressarcimento.
O que é a bactéria encontrada na água?
A bactéria identificada nas análises foi a Pseudomonas aeruginosa, um microrganismo que pode ser encontrado em ambientes úmidos e que é monitorado pelos órgãos de vigilância sanitária em produtos destinados ao consumo humano. A presença da bactéria acima dos limites permitidos torna o produto impróprio para comercialização, motivo que levou à intervenção da Anvisa.
Até o momento, não foram divulgados registros de consumidores que tenham apresentado problemas relacionados ao lote recolhido. A investigação sobre a origem da contaminação continua sendo acompanhada pela Anvisa e pelas vigilâncias sanitárias estaduais.
A agência reguladora destacou que a medida vale exclusivamente para o lote identificado na resolução publicada nesta quarta-feira. Não há determinação de recolhimento para outros produtos da marca Crystal fabricados em diferentes unidades ou datas.
Enquanto as apurações seguem em andamento, a recomendação é que os consumidores confiram atentamente o código do lote antes de consumir a água mineral adquirida nos últimos meses.

